quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Às vezes...

Li em um blog, desconheço a autoria (afinal, esse negócio de domínio público tem transformado a fala de um nas falas de todos) mas, concordo plenamente!!!!!

Às vezes é necessário excluir pessoas, apagar lembranças, jogar fora o que nos machuca, abandonar o que nos faz mal, se libertar de coisas que nos prendem, olhar para a frente e enxergar a imensidão do caminho!  
Espere o melhor, e aceite o que vier... 
Desistir? Jamais! 
E saiba valorizar quem te ama realmente, quem merece seu respeito e quem valoriza o seu trabalho... 

Quanto ao resto?
Bom, ninguém precisa de resto para ser feliz!

To Where You Are

Enquanto meu coração te abraça
Eu prezo tudo aquilo que você me deu, todos os dias

Porque você é meu amor eterno
E você está me olhando, lá do alto...
 
 
 
 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Navegar é preciso!

(Por Fernando Pessoa)

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
 
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
 
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
 
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
 
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
 
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
 
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa raça...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Clocks! Alicia Keys Cover Coldplay's


Brasil: um país de todos! (Metas do PNE)

Achei interessante a entrevista com o ministro Fernando Haddad disponibilizada no Portal do Ministro da Educação sobre o Plano Nacional de Educação (endereço: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=16992:evolucao-de-metas-podera-ser-acompanhada-pela-sociedade-diz-ministro&catid=222&Itemid=86) e suas metas para o decênio 2011-2020. Ele fez questão de enfatizar o "enxugamento" das metas e estratégias e eu faço questão de colocá-las aqui, no sentido de que possamos problematizar, cada um dos seus objetivos qualitativos e quantitativos. Vamos lá...

Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.
Meta 2: Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda população de 6 a 14 anos.
Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.
Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.
Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade.
Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.
Meta 7: Atingir médias nacionais acima de 3 para o IDEB.
Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.
Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.
Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores.
Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.
Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.
Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.
Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.
Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do produto interno bruto do país.

Em qual das metas a qualidade foi mencionada? Quais são as intenções incutidas em cada uma das metas onde constam os verbos universalizar, ampliar e elevar? 
Perguntas que serão respondidas ao longo de 10 anos, e que poderão demonstrar o efetivo valor do que gostaríamos que um dia venha a ser efetivamente, um país de todos!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Por que a gente chora?

Se tem uma característica pela qual as pessoas gostam de me "classificar", a expressão mais cotada com certeza é CHORONA. E já que neste exato momento me deu uma vontade imensa de chorar (e embora eu saiba exatamente o motivo não vou contar pra ninguém rs), resolvi descrever, praqueles que não choram, por que a gente chora!
A gente chora quando nasce. Aí começa essa expressão humana que, em algumas ou muitas pessoas, vai acontecer pro resto da vida! Daí a gente chora porque tem frio, porque se sente desprotegido, afinal, deixamos aquela bolsa quentinha para enfrentar esse "mundão de meu Deus".
A gente chora quando é pequeno, porque quer alguma coisa. Porque quer carinho, atenção, um doce, um abraço, ou simplesmente um olhar. E chora por birra mesmo, só por isso (e isso não é só quando a gente é pequeno!).
A gente chora quando sente que está crescendo. Chora porque tira uma nota ruim na escola, chora porque brigou com o melhor amigo, chora porque o professor é chato. A gente chora porque quer sair de casa sozinho, mas ainda é muito novo pra isso! Daí a gente foge e chora porque apanha de varinha (isso aconteceu comigo!!!).
A gente chora quando cresce. As primeiras conquistas, os primeiros amores, as primeiras descepções, as perdas, tudo isso faz chorar. A gente chora porque percebe que o mundo vai muito além do nosso umbigo, e há pessoas que precisam de afeto, carinho, comida, abrigo (ah, como isso faz chorar).
A gente chora quando está muito feliz por alguém (afinal, descobrir que o mundo vai muito além do nosso umbigo implica em amar mais o outro e perceber de fato a existência de Deus). Mas, ao mesmo tempo, a gente chora quando percebe que alguém não nos valoriza tanto quanto merecemos. E aí a gente chora por ciúmes, por raiva, por tristeza, por solidão (e percebe exatamente o que nos torna humanos, frágeis e falhos).
A gente chora (mulheres, essa é pra nós!) quando está de TPM. Aquela sensação de que a melhor coisa a se fazer é socar a cara de alguém, mesmo que esse alguém nem mereça (é, a gente fica irritadíssima!!!!). E quando a gente percebe que está errado, aí chora mais ainda. É tão ruim perceber que fez mal pra quem não merecia...
A gente chora quando vê uma criança, quando vê um velhinho, quando vê pessoas que, pelo simples fato de existir, fazem esse mundo ser mais bonito!
A gente chora por gratidão e por saber que nem sempre conseguiremos corresponder ao bem que alguém nos faz... A gente chora de saudade. De quem foi e não volta mais, de quem está longe mas logo volta, ou mesmo de quem está perto, mas está longe do coração...
A gente chora quando sente prazer, quando algo que nunca sentimos passa a ser tão gostoso quanto comer chocolate!!!
A gente chora porque se arrepende. Do que fez, e do que não fez. Do que falou, e do que não falou... 
A gente chora porque vive... E a vida não teria a menor graça se não fosse todo esse misto de emoções, dúvidas, medos, alegrias.
Não é por nada não, mas eu acho que você deveria chorar agora, só pra me acompanhar rs!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Viva la Vida

Esta música, nesta versão, tem uma das energias mais verdadeiras que já senti. Verdades ditas de forma sutil e poética. Chris Martin consegue retratar em Viva la Vida a vida de tantos. De Jesus Cristo a cada um dos mortais... E não poderia deixar de ser a minha vida, o meu retrato. Quando se tem (ou pelo menos se pensa que tem) o controle e esse controle sai (ou de fato nunca esteve) em suas mãos. A vida marcada por três perdas, por três tristezas... Te leva a pensar se existem palavras e pessoas honestas e até que ponto se pode acreditar em alguém. Fantoches em cordas solitárias...



Eu costumava dominar o mundo, os oceanos se abriam quando eu ordenava
Agora pela manhã durmo sozinho e varro as ruas que já foram minhas

Eu costumava jogar os dados e sentir o medo nos olhos dos meus inimigos
Em um minuto eu segurava a chave. No outro, as paredes estavam fechadas contra mim
E eu descobri que meus castelos se apoiavam sobre pilares de sal e de areia

Por algum motivo eu não posso explicar. Mas desde que você se foi, nunca mais houve uma palavra honesta.

Revolucionários esperam pela minha cabeça numa bandeja de prata
Apenas um fantoche numa corda solitária

Por algum motivo, eu não posso explicar. Mas eu sei que São Pedro não chamará o meu nome... NUNCA houve uma palavra honesta.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

...

Nesse outro mundo onde o tempo não dissolve
Nessa outra porção do espaço onde eu me sinto livre, aprisionada nos seus braços
Pra esse outro mundo que eu ainda não conheço
E não sei mais quem já fui antes

Tantos outros mundos
Tanto pra nós dois
Entre tantos mundos
Entre, e deixe o mundo pra depois...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

As cidades e o desejo

"A três dias de distância, caminhando em direção ao sul, encontra-se Anastácia, cidade banhada por canais concêntricos e sobrevoada por pipas. Eu deveria enumerar as mercadorias que aqui se compram a preços vantajosos: ágata ônix crisópraso e outras variedades de calcedônia; deveria louvar a carne do faisão dourado que aqui se cozinha na lenha seca da cerejeira e se salpica com muito orégano; falar das mulheres que vi tomar banho no tanque de um jardim e que às vezes convidam - diz-se - o viajante a despir-se com elas e persegui-las dentro da água. Mas com esses notícias não falaria da verdadeira essência da cidade: porque, enquanto a descrição de Anastácia desperta uma série de desejos que deverão ser reprimidos, quem se encontra uma manhã no centro de Anastácia será cincundado por desejos que se despertam simultaneamente. A cidade aparece como um todo no qual nenhum desejo é desperdiçado e do qual você faz parte, e, uma vez que aqui se goza tudo o que não se goza em outros lugares, não resta nada além de residir nesse desejo e se satisfazer. Anastácia, cidade enganosa, tem um poder, que às vezes se diz maligno e outras vezes benigno: se você trabalha oito horas por dia como minerador de ágatas ônix crisóprasos, a fadiga que dá forma aos seus desejos toma dos desejos a sua forma, e você acha  que está se divertindo em Anastácia quando não passa de seu escravo".

CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. Trad. Diogo Mainardi. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

Na ciência, ou na vida, nem sempre aquilo que parece ser de fato é... E as vezes nossos maiores desejos nada mais são do que, nossas maiores prisões...