segunda-feira, 31 de outubro de 2011
No frigir dos ovos!
Autor: Guaraci Neves
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida, seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos.
Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem ideias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo, é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal, não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote.
Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco…
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda..
Entenderam agora o que significa “no frigir dos ovos”?
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida, seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos.
Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem ideias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo, é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal, não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote.
Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco…
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda..
Entenderam agora o que significa “no frigir dos ovos”?
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Naturalmente
Grande Lenine!!!
"Ter nada, nada para ter
Ter cada estrada para andar
Andar em cada para ser
Ter cada é nada para dar
Ser gargalhada para rir
Ser a palavra para dar
Ser serenata para ouvir
Se ser é nada para amar
Saber a calma para ir
Perder a pressa para estar
Perder o verbo para si
Saber o sonho para lá
Ouvir a rima para dor
Cantar a nota para o céu
Achar a forma para a flor
Naturalmente para Deus".
Ter cada estrada para andar
Andar em cada para ser
Ter cada é nada para dar
Ser gargalhada para rir
Ser a palavra para dar
Ser serenata para ouvir
Se ser é nada para amar
Saber a calma para ir
Perder a pressa para estar
Perder o verbo para si
Saber o sonho para lá
Ouvir a rima para dor
Cantar a nota para o céu
Achar a forma para a flor
Naturalmente para Deus".
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
A única exceção
Talvez eu saiba, em algum lugar no fundo da minha alma, que o amor nunca dura...
E que nós temos que arranjar outros meios de manter a cabeça erguida.
Eu sempre vivi assim, mantendo uma distância confortável. E até hoje eu jurava pra mim mesma que eu era feliz com a solidão, porque nada e ninguém nunca valeu o risco!
Ainda tenho um forte controle sobre a realidade, mas não posso deixar o que está aqui, diante de mim!
Eu sempre vivi assim, mantendo uma distância confortável. E até hoje eu jurava pra mim mesma que eu era feliz com a solidão, porque nada e ninguém nunca valeu o risco!
Ainda tenho um forte controle sobre a realidade, mas não posso deixar o que está aqui, diante de mim!
Simplicidade
Que me perdoem os célebres intelectuais viciados em suas obras acadêmicas e repulsores de linguagens midiáticas destinadas ao "povão", mas foi exatamente em uma novela de uma grande emissora de TV aberta que encontrei conceitos inspiradores para falar sobre simplicidade!
A brilhante personagem Dulce, cujo nome não poderia ser diferente dada a sua doçura, conseguiu despertar em mim emoções profundas...
A personificação da simplicidade.
De tudo o que é inocente e modesto, do que é simples. Dulce me faz lembrar a minha mãe. Uma mulher marcada pelas durezas do tempo e ao mesmo tempo inocente e doce, que ao longo de toda a sua vida tem se empenhado por fazer com que suas filhas tornem-se pessoas dignas, honestas e melhores. O jeito simples de falar, de se vestir. O olhar cândido, a firmeza ao defender princípios básicos de ética e moral, mesmo que não saiba conceituar e dar um nome a isso que defende (sim, o grifo é um cutucão aos acadêmicos que pensam que só por saber o conceito de ética podem dizer que a praticam).
Essa mãe, Maria, tão parecida com a mãe Dulce, nada mais é do que uma entre tantas personagens que espalham a simplicidade por todo o mundo. São tantas mães, pais, avós... São tantas Marias, Terezas, Josés... São tantos históricos de vidas simples, porém complexas se considerados os seus valores humanos...
Pois é gente! Aquilo que nenhum dinheiro, ambição, poder ou beleza pode comprar. É simples como toda a generosidade,amor, humildade e naturalidade surge das pessoas mais despidas das vaidades desse mundo. E é simples como essas mesmas pessoas nos fazem enxergar que, por mais que busquemos as coisas que julgamos mais importantes e "ricas" desse mesmo mundo, para sermos felizes, não precisamos de muito!
Só precisamos de alguém por perto, que nos ensine que a simplicidade é o único instrumento que pode nos aproximar mais de Deus, e pode nos ajudar a alcançar nossos sonhos...
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
I will try to fix you...
Quando você faz o seu melhor, mas não tem sucesso.
Quando recebe o que quer, mas não o que precisa.
Quando se sente cansado, mas não consegue dormir.
Quando você perde algo que não pode substituir.
Quando você ama alguém, mas não é correspondido.Quando você está apaixonado demais para desistir.
Mas, se você nunca tentar, nunca saberá exatamente qual é o seu valor!Luzes vão te guiar para casa e incendiar seus ossos.
E eu vou tentar te consertar!
Lágrimas escorrem pelo seu rosto.
E eu te prometo que aprenderei com meus erros...
Quando recebe o que quer, mas não o que precisa.
Quando se sente cansado, mas não consegue dormir.
Quando você perde algo que não pode substituir.
Quando você ama alguém, mas não é correspondido.Quando você está apaixonado demais para desistir.
Mas, se você nunca tentar, nunca saberá exatamente qual é o seu valor!Luzes vão te guiar para casa e incendiar seus ossos.
E eu vou tentar te consertar!
Lágrimas escorrem pelo seu rosto.
E eu te prometo que aprenderei com meus erros...
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Drão - Gilberto Gil
Porque que nos faz, nos renova e nos transforma. A semente nasce, cresce e morre?
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Stereo Heart
O meu coração é um som que toca por você, então ouça bem: ouça meus pensamentos.
Pensei que música boa era difícil de encontrar mas, agora você está me fazendo mudar de ideia!
Pensei que música boa era difícil de encontrar mas, agora você está me fazendo mudar de ideia!
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