domingo, 27 de março de 2011

Não é tão estranho

Renato Russo, grande ídolo da nossa juventude, escreveu belas canções falando sobre assuntos variados como: crítica ao sistema, amor, medo, solidão, saudade. E disse uma vez: "é tão estranho, os bons morrem jovens...".
Ao receber uma triste notícia hoje, pus-me a pensar nessa frase, que, após alguns minutos martelando em minha mente, fez-me entender que, o fato de os bons morrerem jovens, não é tão estranho.
Entendo hoje que os bons tem características tão lindas, diferenciadas e especiais, que esta vida (considerada somente uma passagem), torna-se menos importante frente à sua missão.
Exemplos como o menino e a jovem com deficiência: Néia e Mateus e o jovem Vinícius (in memorian), bem como de outras tantas crianças, jovens ou adultos que se foram contrariando a ordem natural da vida, nos mostram que os bons deixam pra gente mensagens de dignidade, liderança, persistência, fé, amorosidade, entre tantos outras. Isso basta para eternizá-los!
Como não admirar e sentir saudades de alguém que deixou marcas profundas em nossos valores, em nossos sentimentos e em nossas formas de ver o mundo?
Pior é viver sem deixar marcas, ou seja, estar morto mesmo estando vivo! Quantas pessoas ao nosso redor estão hoje sem brilho no olhar? Sem caráter? Afinal, elas estão vivas, ou mortas?
Os bons morrem jovens e mesmo que nosso limitado entendimento não nos permita compreender, continuam eternos em nossas vidas. E mais do que isso, nos fazem enxergar, com sua partida, que basta menos de um segundo para que tudo o que somos e temos deixe de existir.

Já parou para pensar hoje que pode existir alguém, em algum lugar, que daria tudo para te dar um abraço, assistir um filme, dar boas risadas, fazer um churrasco, tomar uma cerveja, dançar e curtir uma festa ou, simplesmente, sentir o seu cheiro ou estar perto de você? 
O que você faz para ser bom e eterno na vida de alguém?
Lembre-se: basta menos de um segundo.

Para todos os nossos amados que partiram, ou que estão longe mesmo estando vivos, essa linda música: http://www.youtube.com/watch?v=nrTj3xNdtIU

sexta-feira, 25 de março de 2011

Momentos

Como um alívio para a alma, encontrei hoje na obra "Pensamento Eco-Sistêmico", da brilhante pesquisadora Maria Cândida Moraes, versos intitulados MOMENTOS, de Saturnino de la Torre. 
É a busca pelo sentido da existência. É a vida que segue, não há como pedir nenhuma prova.


A ti, consciência,
sim, a ti, que fazes tuas
estas linhas amigas uma vez mais.
Te confio nelas meu pensamento
e com ele meu sentimento e minha verdade.
Durante muitos anos pensei, igual a ti,
que a vida é como rio que morre no mar,
como viagem onde o azar marca o destino,
como trem onde sobes e não podes descer,
como teatro em que cada um faz o seu papel,
a vida e caminho que vai se fazendo ao andar.
A vida, dizemos, é mudança, é movimento,
mas também é sonho, é ilusão, é espera,
é tensão, é dor, é alegria e é tristeza,
é amor e desamor, saúde e enfermidade,
sol radiante e lua sonhadora, é espiral
que gira sobre si sem se encontrar,
é coração em busca de sentido,
consciência, liberdade, solidão,
é tempo e é espaço,
momentos criativos
para receber
e para dar.
Ao final, no último momento,
deixarás o que tens e levarás o que destes.

domingo, 20 de março de 2011

Velhos Outonos

Mais um outono, de "velhas novas" realidades. De esquecimento daquilo que fomos em detrimento daquilo que queremos ser. Se são os outonos símbolos de desconstrução, quando as folhas caem, as fontes secam (o oposto da primavera), importante é pensar em como desconstruir nossas vidas para que outras floresçam, após o inverno, todos os anos.
Tome cuidado com o amanhã, você precisa de alguém para seguir. Alguém, ou alguma coisa que te faça confiar, tentar, ver e sentir. O que fazemos para mudar o que fomos? Se nada somos, infelizmente virão apenas, velhos outonos.

Velhos outonos (comp. Guilherme de Sá)
Os dias passam, passam as horas.
Tocando temas com um piano desafinado.
Mais ou menos errado, mais ou menos parado.
Sem sentido, um pouco ignorado.
Gritos ecoam, selam memórias, marcam.
Deus ainda chora, sempre rimos e o mundo esquece.
O tempo da última prece e ninguém aquece, ninguém acontece.
Você sente na pele que os dias estão frios, as noites estão quentes.
Caminham num labirinto de vento.

Vestindo pouco a pouco o esquecimento.
Somos o que fazemos para mudar o que fomos.
Mas se nada somos, virão apenas velhos outonos.

Uma lágrima no chão reagiu minha lentidão.
Tocou meu coração, fiz o que precisava.
Ele chorava e eu perguntava: É comida? É uma casa?
Mal a noite caia, ele dizia: "Se quiser fazer algo por mim,
faça um verso sereno e que ele me leve não somente até o céu, mas perto das estrelas".

There's a happy end
Even at the end!

I can trust you, I can see
I can try, I can feel it
Cause tomorrow will be better
We must believe it

segunda-feira, 14 de março de 2011

Autocontrole

Alguém me disse que na vida de pessoas boas sempre acontecem coisas boas. 
Ver a família bem, se apaixonar, realizar um sonho, receber uma proposta de trabalho irrecusável, saber que os amigos confiam em você. 
Coisas boas que, muitas vezes, demoram tempos para acontecer e, como em um passe de mágica, acontecem TODAS ao mesmo tempo.
Para quem acredita que é possível controlar tudo ao mesmo tempo bate o desespero. Como administrar tantas coisas boas? Como viver e aproveitar intensamente os "presentes" da vida? 
Somente com muito, mas muito AUTOCONTROLE. Afinal, qual é a fórmula do autocontrole?
Nossas atitudes podem trazer certeza, incerteza, assertividade, arrependimento.
É possível que alguém fique desesperado mesmo quando tudo parece ser maravilhoso, quando jamais poderia ter o direito de reclamar?
Como entender nossos próprios sentimentos? Como entender as respostas inerentes aos olhares e atitudes do outro? Dá para ter algum controle sobre isso?
Impossível achar resposta.
Resta acreditar que "A vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não irá protegê-lo".

quarta-feira, 9 de março de 2011

Estilos de amor...

Storge, Psiquê, Ludus, Mania, Pragma, Eros, Ágape.
Sinônimos para afeto, brincadeira, espírito, instabilidade, momentâneo, paixão, Deus.
Os estilos de amor remetem às mais profundas emoções. Emoções que conseguem fazer de horas pequenos instantes, que nos fazem sentir saudade. Que nos levam da mais profunda paz ao mais terrível dos tormentos.
De todos os estilos, os mais importantes, sob meu ponto de vista, são Eros e Ágape. 
Eros é a mais embriagante paixão. Faz perder o juízo, a noção de tempo e espaço. Sem culpas ou arrependimentos, simplesmente acontece e, como se não bastasse, dói demais quando acaba. Sim, acaba!
Ágape é a forma com que Deus se relaciona conosco. É ternura, generosidade, paciência, divindade. Aquilo que gostaríamos de sentir e ser, mas que só Deus é, e o melhor de tudo, nunca acaba.
Como é possível entender que dois estilos mesmo tão diferentes, constituem o que chamamos de amor? 
A experiência de amar, e ser amado, pode nos dar os indícios de que o amor, independente do estilo,  da durabilidade, ou do tamanho, é o melhor sentimento que existe. Deus move céus e terras por seus filhos amados. Nós também podemos mover. VAMOS AMAR!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ah, o carnaval!!!!!

Samba, suor, sorrisos.
Atração, alegria, luzes.
Madrugada, folia, FESTA.
Lembro-me de cada ano em que vivenciei o carnaval. Muitas vezes com festa (religiosa ou pagã), algumas vezes com silêncio...
Espero que, neste ano, além de chuva, o carnaval nos traga todas as coisas listadas acima e, além de tudo isso, paz!
E essa paz pode começar ao ouvir o samba da Portela, pelo incrível Paulinho da Viola. Lindo de viver!!!! 

Bom carnaval, curtam com responsabilidade tudo de bom que a vida pode oferecer-lhes!


Para ouvir, cliquem no link: http://www.youtube.com/watch?v=LAEXGgWXphs