Como um alívio para a alma, encontrei hoje na obra "Pensamento Eco-Sistêmico", da brilhante pesquisadora Maria Cândida Moraes, versos intitulados MOMENTOS, de Saturnino de la Torre.
É a busca pelo sentido da existência. É a vida que segue, não há como pedir nenhuma prova.
A ti, consciência,
sim, a ti, que fazes tuas
estas linhas amigas uma vez mais.
Te confio nelas meu pensamento
e com ele meu sentimento e minha verdade.
Durante muitos anos pensei, igual a ti,
que a vida é como rio que morre no mar,
como viagem onde o azar marca o destino,
como trem onde sobes e não podes descer,
como teatro em que cada um faz o seu papel,
a vida e caminho que vai se fazendo ao andar.
A vida, dizemos, é mudança, é movimento,
mas também é sonho, é ilusão, é espera,
é tensão, é dor, é alegria e é tristeza,
é amor e desamor, saúde e enfermidade,
sol radiante e lua sonhadora, é espiral
que gira sobre si sem se encontrar,
é coração em busca de sentido,
consciência, liberdade, solidão,
é tempo e é espaço,
momentos criativos
para receber
e para dar.
Ao final, no último momento,
deixarás o que tens e levarás o que destes.
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