quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Bem-Vindo à Holanda

Que tal nos permitir viajar a outros lugares, mesmo que desconhecidos ou não esperados, e transformar a nossa convivência com as pessoas com deficiência, um processo mais natural, de aprendizagem e descoberta?

 
 

Por EMILY PERL KNISLEY,1987

Freqüentemente, sou solicitada a descrever a experiência de dar a luz a uma criança com deficiência, uma tentativa de ajudar pessoas que não têm com quem compartilhar essa experiência única, a entendê-la e imaginar como vivenciá-la. Seria como...
Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias para à Itália! Você compra um monte de guias e faz planos maravilhosos! O Coliseu, o Davi de Michelângelo, Gôndolas em Veneza. Você pode até aprender algumas frases em italiano. É tudo muito excitante.
Após alguns meses de antecipação, finalmente, chega o grande dia! Você arruma suas malas e embarca. Algumas horas depois você aterrissa. O comissário de bordo chega e diz:
- Bem-vindo à Holanda!
- Holanda!?! Diz você, o que quer dizer com Holanda??? Eu escolhi a Itália! Eu deveria ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu sonhei em conhecer a Itália.
- Mas houve uma mudança de plano de vôo. Eles aterrissaram na Holanda e é lá que você deve ficar.
A coisa mais importante é que eles não te levaram para um lugar horrível, desagradável, cheio de pestes, fome e doença. É apenas um lugar diferente.
Logo, você deve sair e comprar novos guias. Deve aprender uma nova linguagem. E você irá encontrar todo um novo grupo de pessoas que nunca encontrou antes.
É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor, começar a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrants e Van Gogh.
Mas todos que você conhece estão ocupados vindo e indo para a Itália, estão sempre comentando do tempo maravilhoso que passaram lá. E por toda sua vida você dirá: - Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo o que havia planejado. E a dor que isso causa nunca irá embora. Porque a perda desse sonho é uma perda muito significativa. Porém, se você passar sua vida toda se remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais sobre a Holanda.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Written In The Stars


O contador de histórias diz...


Que a vida dá muitas voltas, mas isso já se sabe!
Diria ainda o contador de histórias, que a menina esperava por ele nas tardes vazias, sem receber em troca um único olhar...
A menina achava que amava, e esse amor fazia parte da sua história, dos seus dias. Aliás, esse amor, de certa forma, era capaz de movimentar a menina a idealizar sua própria história, da forma mais inocente que poderia... Mas por ser platônico, era um amor unilateral, fadado a acabar um dia. Como por si só bastava, um dia foi adormecido...
A menina cresceu, viveu, caiu, aprendeu. A menina virou mulher, e questionou se, diante de uma nova vida, poderia sentir o mesmo. Afinal, o que estava adormecido não estava esquecido!
A mulher já não espera, ela vive! E sabe que, qualquer que seja a história, desta vez, não é mais unilateral. Além disso, não há mais o que esperar, há que se viver! Não é mais o ideal, é o real. Aquilo que acontece agora, neste tempo, com todas as parcialidades existentes neste contexto.
É... A sua vida...
E o contador de histórias, tampouco a menina/mulher, sabem como essa história continua!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O PICURUTA: Tijolaço

Legal...

O PICURUTA: Tijolaço: A educadora Paula Bouzan , doutora em Políticas Educacionais pela Universidade de Harvard e pesquisadora da Fundação Lemann, deu nesta segun...