sábado, 4 de maio de 2013

Como o sábado pode se transformar de pior ao melhor dia da semana

No começo, confesso, achei que seria difícil acordar todos os sábados as 6h30 da manhã e, como se não bastasse, após três horas e meia de manhã em pé, outras três horas a tarde, estudando.
Com o tempo, percebi que a relação de ensino e de aprendizagem é uma construção, estabelecida por bases como disposição, confiança, diálogo, humildade e prazer em estar junto. E com isso percebi que essa tal dificuldade só poderia ser imposta por mim, ou seja, vir ou não da minha pré-disposição em construir essas bases com meus pares.
Então, pude comprovar que o sábio Prof Simonet (de "A corrente do bem" tinha toda a razão). Ter uma boa noite de sono, tomar um banho e um café, chegar no horário e aí "passar a bola", mas ao mesmo tempo participar do jogo, tornou tudo tão tranquilo... 
Aprender junto, errar, acertar, dar boas risadas e ver sempre a sala cheia, embora estudantes da área de exatas, considerada uma ciência "fria e calculista", tornou todas as manhãs de sábado, sem dúvidas, uma grande alegria e satisfação.
Mas, como se não bastassem as manhãs, também as tardes foram se enchendo de aprendizado, de uma língua desconhecida, a Libras. Na primeira tarde o sentimento era tão somente de cumprimento de um dever de "educadora". Porém, as tardes, assim como as manhãs, foram se enchendo de sentido, de vida, de descoberta, de amizade, de companheirismo e de valorização do outro, em sua forma original, pura, com a sua característica mais singular, a vivência da inclusão de fato.
E hoje, sábado, dia 04 de maio de 2013, tenho a certeza que o suposto "pior dia da semana" é, com certeza, neste momento, o dia em que me sinto mais completa e mais digna dos títulos cidadã e educadora. Sou eu, ensinando, aprendendo, convivendo, vivendo... E tudo isso seguido de descanso, casa, família, carinho, amor, amizade e mais vida.
E aí toda aquela tristeza de ontem foi embora, nem existe mais, afinal, o sentido da vida está em valorizarmos o que realmente importa... não é mesmo?

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