domingo, 16 de dezembro de 2012

Os limites entre a razão e a loucura


Devo confessar que exitei muito, mas muito mesmo antes de escrever esse post. Primeiro porque, de certa forma, concordo com os muito críticos da mídia e reprodutores de discursos como o do filósofo Adorno. A religião e o esporte muitas vezes são mesmo o ópio do povo. 
Me incomoda um pouco a forma como as pessoas reagem a determinadas situações. Gente que nunca assistiu mais do que 15 minutos de um jogo de futebol, não sabe nada sobre esquemas táticos, escalações, regras ou qualquer outra coisa relacionada ao tema, do "nada" vira torcedor fanático e espalha sua "alegria" nas redes sociais pela vitória do seu suposto "time do coração" e isso me incomoda muito, e aí eu fico do lado das pessoas que criticam esses "fanáticos". 
Mas, ao contrário do que seria correto, qual seja manter silêncio e deixar os "fanáticos" darem margem para antidesportistas, antimídias e anticorinthianos descerem a lenha, penso que o discurso dos VERDADEIROS fanáticos não pode ser abafado.
Toda a minha vida fui corinthiana. Toda a minha vida (com testemunhas vivas) acompanhei o histórico de um clube, de um time de futebol que ultrapassa valorosamente os limites entre a razão e a loucura. Esse ópio chamado Sport Club Corinthians Paulista (fico me perguntando se todos os "fanáticos" sabem pelo menos o nome do clube) com seus mais de 100 anos é capaz fazer milhões de torcedores de fato e de direito nesse Brasil inteiro excederem todos os limites da emoção. Estou falando de um clube sem tantos títulos expressivos como o SPFC, Flamengo ou Santos F.C. mas com o poder de arrebatar multidões, ter um título mundial um tanto quanto duvidoso mas ainda assim, ser adorado. Sim meus caros, os fiéis torcedores reconhecem que esse clube não é de tantas glórias, que Paolo Guerrero pode ter feito um gol impedido na semifinal do mundial de clubes 2012 mas, o que tudo isso importa?
Os anticorinthianos e antidesportistas podem dizer: pra que torcer tanto, os jogadores ganham dinheiro, fama, e vocês, fiéis torcedores, continuam o dia seguinte do mesmo jeito, tem que trabalhar, viver, e não ganham nada?! Como se enganam...
Cada fiel torcedor de verdade, ganha sim, e muito. Hoje ouvi o herói do bicampeonato (por ironia do destino, um peruano) dizer que eles, jogadores, souberam de pessoas que foram capazes de todos os sacrifícios possíveis e imagináveis para estarem no estágio em Yokohama e que, em todo o jogo, pensaram nessas pessoas e nos tantos outros que estavam no Brasil, roendo as unhas, chorando, e torcendo por eles. Existe prêmio melhor do que esse? E mesmo que nenhum deles estivesse pensando na gente, também não tinha problema. Os corações, corpo e alma já estavam entregues e nenhuma emoção é comparável.
Eu sempre pensei que não fosse estar viva pra presenciar essa conquista, mesmo porque o primeiro título, eu também acho esquisito (risos).
Agora é incontestável. Somos o melhor clube de futebol do mundo em 2012. Somos milhões, que choraram, sofreram torceram e que, de certa forma, sentiram-se um pouco campeões também.
E amor é assim, não se vê limites entre a razão e a loucura! Eu tenho MUITO orgulho de ser parte desse bando de loucos. Muito maloquera SIM.
Sem mais.

EM TEMPO: o fato de ser louca pelo Corinthians não me impede de admirar e respeitar outros clubes brasileiros. Quarta-feira eu fiquei muito emocionada com o Lucas no SPFC ganhando o título sulamericano. Na minha humilde opinião, esse ídolo tão jovem é o melhor jogador do Brasil.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O PICURUTA: Provocador

O PICURUTA: Provocador: É um privilégio se meter numa briga envolvendo Luciano Huck e Rafinha Bastos. É raro quando as duas partes estão erradas. Vamos aproveitar...

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O PICURUTA: A derrota e a renovação

O PICURUTA: A derrota e a renovação: O PSDB poderia ter sido bem mais competitivo na eleição de São Paulo. Bastaria que tivesse escolhido um nome desvinculado da administração ...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Just a feeling


Eu vejo e ouço as pessoas dizendo que tudo é difícil ou impossível. Reclamando que o chefe pediu para fazer algo complicado, que o orientador não falou alguma coisa ou que falou ou pediu demais. Que a fila do cinema está muito cheia, que o combustível do carro está muito caro, que a comida do restaurante está com muito ou pouco tempero. Que o namorado liga demais ou liga de menos, que a vida é chata porque no final de semana não tem uma festa, que o dinheiro do mês acabou porque gastou com coisas inúteis (o engraçado é que não pode doar 10 reais para quem realmente precisa), que o sol está muito quente ou que o céu está muito cinza. Que a amiga brigou porque não atendeu o telefone, que a prova vai ser muito difícil. Etc.... etc... 
Lamentações de todos os tipos, e para todos os gostos. 
De outro lado, eu vejo pessoas com deficiências das mais diversas, transtornos globais, síndromes e "discapacidades" - classificadas exatamente por essas pessoas que reclamam de tudo. 
O engraçado é que, desse outro lado, essas pessoas dariam TUDO pra ter um chefe, e consequentemente um emprego, fazer uma faculdade ou pós-graduação e ter um orientador. Ir ao cinema, ao shopping, ao restaurante, ao supermercado. Dirigir um carro, ter um amor, ir a festas, ter um salário proveniente do seu próprio esforço. Ver o céu, ouvir o canto dos pássaros ou simplesmente ser alguém no mundo, capaz de ser ouvido, compreendido, amado, notado.
Aí eu vejo uma pessoa com deficiência demonstrando para mim e para todos que ter tudo isso é tão bom.
E diante de todas essas sensações tenho cada vez mais certeza de que a deficiente e ineficiente sou EU. Que tenho (ou posso ter) tudo isso. Posso ver, ouvir, andar, correr, dirigir, trabalhar. Mas vejo, ouço e sinto todas essas reclamações e muitas vezes permaneço reticente. Permito que as pessoas reclamem. As vezes (ou muitas) também reclamo. Também acho tudo difícil ou impossível porque terei que me esforçar mais ou menos, dormir mais tarde ou acordar mais cedo, ceder em alguma coisa, ouvir, compreender. 
É gente, tá tudo errado! Está na hora de todos revermos os nossos conceitos, reconhecermos os nossos defeitos e melhorarmos a nossa conduta diante da vida, que é tão curta, tão bonita, e tão cheia de coisas para descobrir, músicas para ouvir, cantar e dançar, e pessoas para amar.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Catedral - Uma Canção De Amor Pra Você




Com tanta indiferença
Num mundo de contrastes
Guerras e fome andam lado a lado com a dor
A vida e seu sentido
A força da verdade
Tudo que a gente vive não é nada sem amor
Tarde demais quando não se quer ver,
Pra não viver
É impossível andar só, então
Não me diga que o mundo anda mal
Hoje eu nem quero ler o jornal
Só quero escrever uma canção de amor pra você
Há jovens nas esquinas
Com drogas nas mochilas
Curtindo uma liberdade artificial
A vida e seu mistério
A força do desejo
Sem maquiagem, a liberdade está no coração
Tarde demais quando não se quer ver,
Pra não viver
É permitido ser feliz, então...


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A tal da Inclusão Social...

Não é novidade pra ninguém: eu sou da Unesp. Com ou sem ranking universitário nacional, esta é, para mim, a melhor instituição de ensino superior do país. Aqui conheci os professores mais inteligentes e éticos com os quais pude e ainda posso compartilhar e construir conhecimentos, além de ter a oportunidade de trabalhar diretamente com causas tão nobres quanto científicas.
Por intermédio da Pró-Reitoria de Graduação todos os anos são realizados encontros de projetos dos cursos de licenciatura, a saber: Núcleo de Ensino e Programa Institucional de Iniciação à Docência, os quais congregam a oportunidade ímpar de formação em serviço dos estudantes de licenciatura, por meio do trabalho direto com professores da rede pública de ensino. No encontro, além dos estudantes da Unesp, participam também os professores supervisores e colaboradores, ou seja, os que estão diretamente ligados à parceria universidade-escola. Com base em debates e apresentações dos trabalhos de pesquisa, todos os envolvidos tornam-se "um só" no compartilhamento de ideias, definição de novas ações e avaliação dos programas e entre os dias 3 e 5 deste mês houve o encontro deste ano...
Tudo poderia terminar bem até que chegou o momento da plenária, onde os representantes de cada um dos grupos envolvidos deveria apresentar as considerações dos grupos de trabalho. Representando o grupo dos professores colaboradores, eis que surgiu uma figura cômica, para não dizer trágica que, não sei se me deixou com tristeza, com medo, com angústia, ou com todos esses e outros sentimentos misturados. Seu discurso inflamado mexeu bastante comigo e outros da plateia, com relação a algumas questões tão vitais como o nosso respirar (ou pelo menos o respirar de qualquer um que se proponha educador). Pois bem, primeiro ele mencionou "a tal da inclusão social" como alusão à inclusão escolar que vivenciamos hoje com relação à entrada das pessoas com deficiência na escola. De acordo com suas palavras, exatamente como foram proferidas: "nós professores somos obrigados a lidar com alunos com deficiência física, visual, com mongolóides, e não estamos preparados pra isso!" Mongolóides meu senhor?! Aquele que se diz despreparado trata de chamar os estudantes com Síndrome de Down de mongolóides, terminologia ABOLIDA do vocabulário educacional há séculos, entre outras afirmativas grosseiras, pejorativas, idiotas e extremamente equivocadas. Tentamos falar com a organização do evento que nos deu um querido e singelo: Não. "Querida, você não pode interferir no discurso do grupo, esse momento é só para explanação, não abriremos para debate"! Mesmo assim tentamos. Elaboramos um protesto escrito, que foi entregue à mesa debatedora, e sabe-se Deus o que foi feito dele.
Bem... O que vocês tem haver com isso?
Não sei, talvez nada.
Mas, eu precisava externar toda a minha INDIGNAÇÃO  e repúdio por uma pessoa tão desinformada, retrógrada e preconceituosa que, por pior que pareça, é representativa de uma classe da qual faço parte. Assim como esse professor de Física (nada contra os físicos, conheço alguns muito humanos e maravilhosos) há muitos outros de todas as áreas nas nossas escolas públicas, reproduzindo esses discursos, chamando as crianças de mongolóides, e atravancando o processo de evolução social e cultural brasileiro. Não me assustaria se ele dissesse: ainda por cima temos que dar aulas pros pobres, negros, feios, gordos, etc porque, por trás desse discurso preconceituoso, muitos outros preconceitos estão enraizados.
Por isso, caros amigos, há que se debater e agir sobre a escola, sobre a formação dos professores, e antes disso, sobre a formação do caráter humano. A "tal da inclusão social" não é questão de escolha, é questão de humanidade. A nossa sociedade está evoluindo, e esta evolução implica de uma participação EFETIVA de todos os cidadãos, sejam eles ou não "defeituosos". Afinal de contas, a inclusão social ou escolar, que seja, não é só para as minorias. Ela desperta valores para que possamos olhar para o outro, tendo ele seus defeitos e qualidades. Pior do que ser "mongolóide" é ser um analfabeto que se diz professor de Física, concordam? E seus alunos não tem como escolher se podem ou não ter aulas com você, eles não estão preparados, mas não tem direito de escolha.

O fato é que estou e vou continuar por um bom tempo indignada.

Como diria Goethe:

Cada indivíduo vê o mundo - e o que este tem de acabado, de regular, de complexo e de perfeito - como se se tratasse apenas de um elemento da natureza a partir do qual tivesse que constituir um outro mundo, particular, adaptado às suas necessidades. Os homens mais capazes tomam-no sem hesitações e procuram na medida do possível comportar-se de acordo com ele. Há outros que não se conseguem decidir e que ficam parados a olhar para ele. E há ainda os que chegam ao ponto de duvidar da existência do mundo.

De fato verificamos quase todos os dias que aquilo que um indivíduo consegue pensar com toda a facilidade pode ser impossível de pensar para um outro. Se alguém ainda pensa esse tipo de atrocidade, é porque ainda precisamos crescer muito, como seres humanos. De outro modo a humanidade será tomada pela desumanidade e pela intolerância.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Simetria Perfeita




Sou eu, procurando a minha perfeita simetria. Pode existir uma medida perfeita entre as proporções dos nossos sentimentos e vivências em relação ao nosso eixo? Pode haver simetria perfeita? Parece tão difícil...


Eu vasculho os entulhos à procura de sinais de vida
Passando pelos parágrafos, clicando em fotografias
Queria poder entender o que fazemos incendiando capitais
"O mais sábio dos animais"

Quem é você?
Pelo que você está vivendo?
Dente por dente
Talvez consigamos repetir

Esta vida deve ser vivida em perfeita simetria
O que eu faço é para mim?

Li páginas e páginas de análises procurando pelo resultado final
Nós não estamos mais perto do que estávamos antes

Quem é você?
Pelo que você está lutando?
Verdade sagrada?
Irmão, eu escolho

Esta vida mortal, vivida em perfeita simetria
O que eu faço é para mim?
Como a agulha toca aquela faixa já desgastada
Talvez você sentirá isso também

E talvez você achará que a vida é injusta
E que passa rápido
Porque não há um portão dourado, nem um paraíso esperando por você

Oh, você deve deixar esta cidade 
Saia enquanto pode, o taxímetro está rodando
As vozes na rua que você ama tudo fica melhor quando você ouve este som

Sonhadores covardes se escondem em igrejas
Pedaços de pedaços de ônibus na hora do rush

Milhas e milhas de páginas vazias

terça-feira, 31 de julho de 2012

Fazendo ou não algum sentido...


... ao longo das nossas histórias a gente aprende que determinadas atitudes contribuem mais do que a gente imagina para que possamos viver e não somente sobreviver ou existir nesse mundo de infinitas possibilidades. Ainda que não sejam aplicáveis a todas as pessoas, algumas, ou muitas dessas atitudes tornam-se praticamente vitais, exigências para enfrentar decepções, perdas ou glórias ou, simplesmente, as situações do cotidiano. Permitam-me compartilhar aquelas que considero fundamentais:
Leia. A leitura abre um mundo de possibilidades, aguça a nossa imaginação, amplia nossos horizontes e até nos faz pensar que os nossos maiores sonhos podem se tornar realidade. Nesse mundo globalizado e cheio de informações jogadas em todo momento e lugar, a leitura pode se tornar um dos únicos meios de diferenciação entre os futuros membros da chamada "idiocracia"  e os membros do grupo dos "homens imortalizados pelo que aprenderam".
Fale menos e ouça mais. Falar é um exercício maravilhoso que pode servir até para reflexão mas, quando ouvimos, abrimos a nossa mente para novas opiniões, identidades, ideologias e, por consequência, nos tornamos pessoas melhores e mais abertas a relações de amor e de amizade. E olha que Tom Jobim está coberto de razão porque "é impossível ser feliz sozinho".
Coma o que quiser (em poucas quantidades, é claro). Acredite, mas não há nada mais triste do que querer conhecer o sabor de um determinado alimento e não ter dinheiro ou oportunidade para fazê-lo.
Desprenda-se do dinheiro. Se você não tem o suficiente procure meios para ganhá-lo mas, se você já tem o  suficiente, entenda que você é o dono do dinheiro, e não o contrário. Algumas pessoas tem privações por medo de perder o que já tem mas, quando a gente trabalha e se esforça, os bens materiais são consequência. Mas, não deixe de se compadecer com quem precisa e, se necessário, compartilhe o que você tem. A sensação de afeto que esse desprendimento acarreta pode ser indescritível.
Cante, dance e ouça as músicas de que gosta. Música é vida, inspiração, alegria. Em determinados momentos "a música certa" possibilita que compreendamos determinados fatos. E não é só nos filmes e novelas que podem existir trilhas sonoras, a nossa vida também pode ter uma. Qual é a sua?
Perca tempo! Por mais que pareça estranho, gestos como jogar conversa fora, assistir filmes ruins, ver novela e programas populares na TV, passar a tarde no sofá da sala esparramado ou em algum outro lugar sem fazer absolutamente nada, podem ser determinantes para que compreendamos o funcionamento do nosso organismo, das nossas emoções e das pessoas com as quais compartilhamos a vida, além do que, se a companhia pra esse tipo de (des)atividade for alguém da família ou muito próximo, os laços são estreitados, a gente se sente amado e, por consequência, muito mais feliz e preparado para enfrentar o  nosso dia-a-dia.
Compreenda as pessoas diferentes de você (para mim, essa é uma das mais importantes atitudes). Antigamente eu achava que todo mundo tinha que pensar como eu, ser da mesma religião que eu, gostar das mesmas coisas que eu, odiar mentira, traição e falsidade porque eu odeio, criticar as pessoas que eu critico, tomar partido porque eu sempre tomo partido. Mas, infelizmente, sempre vamos conviver com pessoas diferentes. E não importa a religião, a experiência ética ou estética ou os posicionamentos tomados. Temos que conviver, e bem. Então, aprendi que compreender é diferente de concordar e finalmente, passei a ser mais flexível e menos neurótica, e isso é bom demais!
Seja organizado! Não estou dizendo para separar todas as suas roupas e sapatos por cores ou tons ou não admitir que retirem seus adereços de mesa do lugar que você colocou (porque isso é coisa de Danielle rs). Até para estabelecermos desordens temos que ter uma ordem, uma lógica. Então, encontre a sua e passe menos tempo procurando coisas que não sabe onde colocou ou pensamentos que não sabe porque existiram na sua cabeça.
Seja humilde mas não a ponto de fazer com que as pessoas fiquem próximas de você somente por pena. Algumas ou muitas pessoas neste mundo inteiro tem passados tão humildes quanto o seu, ou o meu. Então, a velha história da infância pobre, ou da vida cheia de restrições é algo que você deve compartilhar somente com quem vai compreender essas etapas como momentos para o seu crescimento. Como dizem: "ninguém vê os tombos que eu levo, só as pingas que eu tomo" mas, pouco importa o que as pessoas vêem ou pensam. Só você e Deus podem saber e entender todos os seus sofrimentos. Então simplesmente agradeça a Deus ou a qualquer coisa em que você acredita porque você venceu mas, o mais importante, SEMPRE agradeça as pessoas que estiveram do seu lado enquanto você subia e que te ajudaram a se tornar uma pessoa melhor. Em muitos momentos, a gratidão é a melhor maneira de exprimir a nossa humildade.
Doe. O que você puder: roupas, sapatos, comida, remédios, afeto, carinho, compreensão. Compre mais aquilo que servirá para os outros do que aquilo que servirá para você. De alguma forma, o que você precisa sempre vem, e sempre é melhor do que você esperava.
E finalmente, admire e viva a simplicidade. A máxima do "menos é mais" nunca é demais.

Mesmo porque, as únicas coisas que podemos ser ou fazer, exageradamente, são: amar, perdoar, doar, agradecer e... viver!!!!

A escola ideal, segundo Frei Betto Enviado por luisnassif, ter, 31/07/2012 - 09:39



Por Assis Ribeiro
Frei Betto
Na escola de meus sonhos, os alunos aprendem a cozinhar, costurar, consertar eletrodomésticos, fazer pequenos reparos de eletricidade e de instalações hidráulicas, conhecer mecânica de automóvel e de geladeira, e algo de construção civil. Trabalham em horta, marcenaria e oficinas de escultura, desenho, pintura e música. Cantam no coro e tocam na orquestra.
Uma semana ao ano integram-se, na cidade, ao trabalho de lixeiros, enfermeiras, carteiros, guardas de trânsito, policiais, repórteres, feirantes e cozinheiros profissionais. Assim, aprendem como a cidade se articula por baixo, mergulhando em suas conexões subterrâneas que, à superfície, nos asseguram limpeza urbana, socorro de saúde, segurança, informação e alimentação.

Não há temas tabus. Todas as situações-limites da vida são tratadas com abertura e profundidade: dor, perda, falência, parto, morte, enfermidade, sexualidade e espiritualidade. Ali os alunos aprendem o texto dentro do contexto: a matemática busca exemplos na corrupção dos precatórios e nos leilões das privatizações; o português, na fala dos apresentadores de TV e nos textos de jornais; a geografia, nos suplementos de turismo e nos conflitos internacionais; a física, nas corridas da Fórmula 1 e pesquisas do supertelescópio Hubble; a química, na qualidade dos cosméticos e na culinária; a história, na violência de policiais a cidadãos, para mostrar os antecedentes na relação colonizadores-índios, senhores-escravos, Exército-Canudos etc.

Na escola dos meus sonhos, a interdisciplinaridade permite que os professores de biologia e de educação física se complementem; a multidisciplinaridade faz com que a história do livro seja estudada a partir da análise de textos bíblicos; a transdisciplinaridade introduz aulas de meditação e de dança, e associa a história da arte à história das ideologias e das expressões litúrgicas.

Se a escola for laica, o ensino religioso é plural: o rabino fala do judaísmo; o pai-de-santo do candomblé; o padre do catolicismo; o médium do espiritismo; o pastor do protestantismo; o guru do budismo etc. Se for católica, promove retiros espirituais e adequação do currículo ao calendário litúrgico da Igreja.

Na escola dos meus sonhos, os professores são obrigados a fazerem periódicos treinamentos e cursos de capacitação, e só são admitidos se, além da competência, comungam com os princípios fundamentais da proposta pedagógica e didática. Porque é uma escola com ideologia, visão de mundo e perfil definido sobre o que são democracia e cidadania. Essa escola não forma consumidores, mas cidadãos.

Ela não briga com a TV, mas leva-a para a sala de aula: são exibidos vídeos de anúncios e programas e, em seguida, analisados criticamente. A publicidade do iogurte é debatida; o produto, adquirido; sua química, analisada e comparada com a fórmula declarada pelo fabricante; as incompatibilidades denunciadas, bem como os fatores porventura nocivos à saúde. O programa de auditório de domingo é destrinchado: a proposta de vida subjacente; a visão de felicidade; a relação animador-platéia; os tabus e preconceitos reforçados etc. Em suma, não se fecha os olhos à realidade; muda-se a ótica de encará-la.

Há uma integração entre escola, família e sociedade. A Política, com P maiúsculo, é disciplina obrigatória. As eleições para o grêmio ou diretório estudantil são levadas a sério e um mês por ano setores não vitais da instituição são administrados pelos próprios alunos. Os políticos e candidatos são convidados para debates e seus discursos analisados e comparados às suas práticas.

Não há provas baseadas no prodígio da memória nem na sorte da múltipla escolha. Como fazia meu velho mestre Geraldo França de Lima, professor de História (hoje romancista e membro da Academia Brasileira de Letras), no dia da prova sobre a Independência do Brasil os alunos traziam à classe toda a bibliografia pertinente e, dadas as questões, consultavam os textos, aprendendo a pesquisar.

Não há coincidência entre o calendário gregoriano e o curricular. João pode cursar a 5ª série em seis meses ou em seis anos, dependendo de sua disponibilidade, aptidão e recursos.

É mais importante educar que instruir; formar pessoas que profissionais; ensinar a mudar o mundo que a ascender à elite. Dentro de uma concepção holística, ali a ecologia vai do meio ambiente aos cuidados com nossa unidade corpo-espírito, e o enfoque curricular estabelece conexões com o noticiário da mídia.

Na escola dos meus sonhos, os professores são bem pagos e não precisam pular de colégio em colégio para poderem se manter. Pois é a escola de uma sociedade onde educação não é privilégio, mas direito universal e, o acesso a ela, dever obrigatório.

Frei Betto é escritor, autor de “Alfabetto – Autobiografia Escolar” (Ática), entre outros livros.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Que posso mais dizer?

De todos os sentimentos, aquele que mais gera controvérsias é a fé. Como acreditar em quem não se vê, mas se sente. Em quem está perto, mesmo estando longe. Naquele que foi, é, e há de vir... Mas o fato é que Deus é Deus, e contra todo ateísmo ou agnosticismo, ainda que sem explicação, a sua presença é fonte de vida e luz para muitos que, assim como eu, já não sabem mais como viver, sem crer. Por causa disso a letra dessa música está na minha cabeça há dias, e sinto que compartilhá-la vai me fazer bem...
"Não sou nada, eu bem sei. Tão pequeno, um grão de areia em tuas mãos.
Barco a vela, que se abandona. Segue o rumo e vai buscando o alto-mar.
Assim me encontro, diante de ti. Um Deus imenso, que por amor se deixa alcançar...
Que posso mais dizer, se o coração já disse: te amo!"

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Tantos em Um: "Ciência e Fé"

Tantos em Um: "Ciência e Fé": Chegou a hora de falar sobre o disco do mês!!! "Science and Faith" é o segundo álbum de estúdio da banda The Script e foi lançado em 2010. ...

Keane Is It Any Wonder live 2007




Is it any wonder that I'm tired?
Is it any wonder that I feel uptight?
Is it any wonder I don't know what's right
Oh these days...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Crianças Índigo



Nunca tive o menor pudor em misturar Ciência com Deus (fé, ou espiritualidade). Aliás, no meu humilde ponto de vista, esses dois eixos de intervenção na vida humana estão muito mais próximos do que a nossa psique possa imaginar. Em meados de 2009 e 2010 já discutia com a querida Professora Marlene Minzoni (com quem aprendi as mais sábias dicas de didática e sobre a complexidade dos seres humanos) sobre pedagogia do parangolé, pensamento ecossistêmico, e tantos outros assuntos um tanto quanto transcendentais e ao mesmo tempo tão possivelmente inerentes à nossa prática pedagógica e ao nosso conhecimento sobre a formação educacional das crianças. Um de nossos producentes tópicos de diálogo surgiram as crianças índigo cujas características gostaria de compartilhar neste post. 


As crianças índigo começaram a ser notadas a partir da década de 1980 quando os pais, professores e pessoas próximas a crianças em formação passaram a perceber mudanças significativas nas características do seu desenvolvimento. Em muitos casos confundidas como hiperativas, transtornadas ou desligadas, essas crianças começaram a crescer e formar outras gerações de índigo, das quais as mais recentes são frutos do século XXI. 


Observe as crianças ao seu redor e comece a perceber. Algumas crianças tem mesmo o dom de transformar, com simples gestos ou palavras, situações de desconforto ou mesmo de desespero entre os adultos. Em muitos casos, são capazes de, literalmente, nos desestruturar.  Por isso as crianças índigo tem uma capacidade psicológica que vai além das que apresentadas pelos adultos antecedentes à década de 1980. 


De acordo com estudos recentes, mais especificamente nas Universidades norte-americanas, assim como nas inteligências múltiplas, definidas inicialmente por Howard Gardner, as crianças índigo podem apresentar uma ou um conjunto de características especialmente peculiares como: ver o mundo com um sentimento de realeza, desejar estar nesse mundo e fazer algo por ele, questionar situações de autoritarismo e imposição de opiniões, questionar, duvidar e inquirir sobre situações vividas e se aproximar de adultos, pessoas mais velhas ou com mais experiência de vida. Para os cientistas as crianças índigo podem ser: Humanistas, Conceituais, Artistas e Interdimensionais.


Dentre as características que apresentam, a que me deixa um tanto intrigada é que são capazes de ver a aura das pessoas, ou seja, as cores que as rodeiam. 
Particularmente, mesmo sendo cristã, sempre tive dificuldades em entender porque, em muitos momentos, era capaz de enxergar nuvens negras ou cinzas em volta de determinadas pessoas, ou mesmo de sonhar com cores em volta delas. Na verdade eu cresci tentando explicar para meus amigos e familiares, porque muitas vezes “não ir com a cara de alguém” para mim tinha tudo haver com não ver uma cor bonita ao seu redor.
Talvez seja essa a principal característica que me faça querer entender melhor quem são essas crianças. Por hora, muito pouco sei. O que sei é que nasci, cresci, e já devo ter convivido com muitas crianças assim... De certa forma espero que essas crianças brilhantes deixem de ser diagnosticadas como problemáticas, não sejam mais medicadas e sedadas e tornem-se, de fato, uma esperança para o nosso mundo, para a nossa espécie, capazes de alterar os rumos da ciência e da espiritualidade, de forma que se tornem uma coisa só, em prol do desenvolvimento da humanidade!


Vida Inteligente?

Boa Calvin, muito boa!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O PICURUTA: Os 5%

O PICURUTA: Os 5%: Teve início um movimento organizado de ataque ao ex-presidente Lula. Primeiro, a reportagem sobre a suposta chantagem exercida por ele con...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sinceramente...


Bom dia, boa tarde, obrigada (o), com licença. E toda essa aparente "educação" ainda me faz ficar assustada com a quantidade de pessoas que até tentam ser educadas empregando todo um conjunto de cumprimentos que servem para denotar as chamadas regras de convivência, mas infelizmente tem dificuldades em olhar nos olhos, sorrir, abraçar, beijar ou expressar qualquer sentimento. Se você não tem capacidade de dizer "obrigado" olhando nos olhos e expressando SINCERAMENTE a sua gratidão, pegue o seu "obrigado" e..... Eu prefiro a sincera expressão de sentimentos, sejam eles bons ou ruins (e quem convive comigo sabe disso), do que a frieza das regras de boa convivência.
E tenha uma BOA SEMANA!

NÃO é ferramentaaa!


O bom de estudar muito tempo sobre determinado assunto é que, em algum momento, temos a oportunidade de evoluir e perceber que não existem verdades definitivas, assim como não existem receitas para as ciências que, a cada segundo, passam a ser mais complexas, com suas contradições e conjecturas. Sabemos que toda invenção humana, de certa forma, é uma tecnologia. Dos utensílios mais simples como os que usamos para as atividades de vida diária como talheres, copos, mesas, cadeiras, aos mais complexos (do ponto de vista físico) como tablets, smartphones, acelerador de partículas, enfim, tudo é tecnologia. As chamadas Tecnologias de Informação e Comunicação são aquelas que usamos para informar e comunicar (ohhh, que constatação inteligente). Dentre as mais modernas, podemos incluir os telefones, TVs, computadores e toda essa infinidade de coisas que usamos em nosso dia a dia para saber tudo o que acontece no mundo, em tempo real. O termo TIC evoluiu para TDIC (Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação) e, com ele, o conceito de sua aplicabilidade. Falávamos em TIC como ferramentas potencializadoras, ferramentas de aprendizagem, ferramentas de ensino mas, o que percebemos, ao longo do tempo e da história é que as TDIC, principalmente aplicadas ao cenário educacional, já não são mais simples instrumentos e utensílios empregados em determinadas tarefas, mas são MUITO mais que isso. A possibilidade de interação, de disseminação de ideias em tempo real, de construção e de depuração tornam os recursos digitais educacionais como: vídeos, experimentos práticos, simulações, objetos de aprendizagem, imagens, mapas, sons e outros objetos educacionais, muito mais que ferramentas. Se fossem ferramentas seriam empregadas para aprender ou ensinar algo, e pronto. Mas, todo esse conjunto de recursos já faz parte da nossa vida. Participar de uma rede social, editar um hipertexto com colegas que estão longe, escrever um blog, fazer cursos a distância entre outras atividades passaram a ser tão essenciais quanto tomar um café, ler um jornal ou conversar com os amigos. Então, nesse sentido, estou falando de quanto absorvemos essas tecnologias e o quanto elas são, de certa forma, extensões de nossa vida e pensamento. Por isso, é só por isso (e olha que esse só não é tão pouco), não estamos lidando com ferramentas! Estamos lidando com recursos extensivos às nossas próprias funções neurológicas, extensivos às nossas habilidades. Haja vista o projeto do cientista Miguel Nicolelis, que pretende empregar uma tecnologia para que uma pessoa tetraplégica acenda à pira olímpica ou dê o chute inicial na Copa do Mundo de 2014. E em um exemplo não tão complexo, imaginemos uma pessoa que tem paralisia cerebral ou surda que usa Tecnologia Assistiva como instrumento de comunicação alternativa?! Não é ferramenta, é VIDA, é possibilidade de efetiva inclusão nesse mundo tão virtual quanto físico! 
Portanto, fica a dica: não use um adjetivo tão limitado para qualificar algo que é muito mais abrangente e global quanto a nossa própria imaginação é capaz de alcançar, ainda que sejamos os grandes "produtores" de tudo isso.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O PICURUTA: O Silêncio dos Inocentes

O PICURUTA: O Silêncio dos Inocentes: O movimento “ Não Foi Acidente ”, que prega a coleta de assinaturas para pressionar o Congresso a endurecer as leis de trânsito é a típica ...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ponte Sobre Águas Turbulentas




As vezes preciso ouvir isso pra entender que tem alguém, algo, alguma força, que TEM que me impulsionar e fazer as coisas terem sentido...

Quando você tiver cansada
Se sentindo pequena
Quando houver lágrimas nos teus olhos
Eu irei exugar todas elas

Eu estou do teu lado
Quando os tempos ficarem difíceis
E os amigos não puderem ser encontrados
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu irei me colocar
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu irei me colocar

Quando você estiver pra baixo
Quando você estiver na rua
Quando o anoitecer vier tão forte
Eu irei confortar você

Eu ficarei ao teu lado
Quando a escuridão chegar
E o sofrimento estiver ao redor
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu irei me colocar
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu irei me colocar

Navegue, Garota prateada
Navegue
Sua vez chegou, para brilhar
Todos teus sonhos estão a caminho

Veja como eles brilham
Se você precisar de um amigo
Eu estarei navegando ao teu lado...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Teorias derivam de práticas e práticas conduzem a teorias?



Há tempos tento compreender a Educação como uma ciência aplicada que busca configurar as práticas postas e manifestas na sociedade e no ambiente escolar para a construção de determinados conhecimentos. Pois bem, vivemos em um mundo globalizado, a chamada sociedade da informação e do conhecimento. Em pleno século XXI presenciamos demandas de Educação Escolar Básica relacionadas à inclusão das minorias (ou maiorias, dependendo do ponto de vista) e ao acesso e uso das tecnologias digitais de informação e comunicação. Não obstante, a Educação Superior tanto em nível de graduação quanto de pós-graduação torna-se parte contínua na chamada "democratização da educação". Os cursos de Licenciatura recebem o estudante da Educação Básica que, na maioria das vezes, tem uma experiência com a leitura e a escrita extremamente refletores do cenário de "acesso" ao sistema. Fenômenos como incapacidade de pensar ou agir sobre algo, dificuldade em compreender o que se lê, bem como de associar o mundo vivido com o mundo pensado ficam mais aparentes à medida que os impasses sobre o sentido da Educação, sobre as condições de trabalho dos profissionais de Educação e sobre a estrutura dinâmica e formativa da escola são problematizados e problematizadores daquilo que compreendemos como Educação hoje. Se considerarmos os dados de 2010 de que 58% dos estudantes de Ensino Superior foram formados em licenciatura e em Pedagogia em EaD, sendo desses 78% pelas IES privadas, começamos a compreender os parâmetros e paradoxos pelos quais esses profissionais de educação são formados. Precariedade de materiais e corpo docente desqualificado, carga horária e atividades "fantasmas", sistemas de avaliação imprecisos e desconexos da realidade são alguns dos muitos motivos pelos quais devemos ficar preocupados com a situação. Se a prática pedagógica deve ser concebida como um ato de reflexão, uma vez que a teoria deriva da ação e para a ação ela deve voltar, como diria Henry Wallon, que tipo de reflexão, ou melhor, que tipo de prática esses cursos de licenciatura tem promovido à esses estudantes? Que preceitos de justiça social tem sido debatidos nesses espaços de formação, onde a escola pública deve passar a assumir a oferta de uma educação que leve, ainda que minimamente, o sujeito em formação a se apropriar de determinados conhecimentos científicos?

Diante dessas dúvidas, há que se pensar sobre o papel dos estudiosos das universidades públicas (que são "financiados" com os recursos públicos e comuns a TODOS os cidadão brasileiros), sobre a sua inserção e mergulho nos processos de formação de professores, e na praxiologia que DEVE comprazer aos interesses de qualidade da Educação no Brasil. Ainda que momentos de reflexão sobre aspectos mais elevados do intelecto como o humor, o riso, a tristeza e o "diabo a quatro" também sejam importantes, a universidade pública tem que mobilizar uma plateia de mais de 1000 estudantes e pesquisadores para pensar e AGIR sobre coisas mais importantes.
Em algum tempo, em algum momento, tanta teoria vai ter que servir para a prática...
Do contrário, fica o incômodo e a pergunta? Pra que estudar tanto???

terça-feira, 10 de abril de 2012

O PICURUTA: Falta Meritocracia

O PICURUTA: Falta Meritocracia: Segundo a mitologia grega, Sísifo era um rei justo e astuto que se envolveu em uma confusão com os Deuses e acabou levando a pior.  De todos...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Oração

Perdoa Senhor, essa minha condição humana. Do querer não querendo, da vontade que esmorece com o tempo e com as injustiças, da ferida que não cicatriza, da dor que nunca cessa. Permita que eu perceba no outro aquilo que me falta e mais do que isso, aquilo que de mim, pode fazê-lo feliz.
Perdoa a minha falta de fé e todas as lágrimas derramadas em vão... E sim, o Senhor sabe que o que eu mais quero nesse mundo é saber que as pessoas que eu amo estão felizes. É essa a essência da felicidade.
Quando eu sentir dor, permita que eu olhe ao meu redor e sinta alívio em ver que tantos tem dores que não passam. Quando eu sentir tristeza, permita que eu veja que tudo o que tenho é suficiente para me fazer feliz. Quando eu sentir fome, permita que eu compartilhe o meu alimento com quem tem mais fome ainda. E quando eu me sentir sozinha, permita que eu sinta a sua presença ao meu lado. Dai-me humildade, pés no chão, generosidade e confiança de que vale a pena passar por essa vida.
E abençoa a gente, abençoa aqueles que te amam tanto quanto aqueles que não te conhecem. AMÉM!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Critérios para formação de equipes que podem fazer TODA a diferença!

Não existe uma regra para o momento de montar uma equipe, mas alguns cuidados muito importantes devem ser observados:

1. Claro que é importante que os membros da equipe tenham um bom relacionamento interpessoal, mas não é preciso que eles se tornem “amigos de infância”, que um frequente a casa do outro ou que as famílias se aproximem para que o trabalho flua positivamente. O que precisamos é cultivar um ambiente onde haja respeito e companheirismo.

2. Desenvolva um segundo, ou seja, aquele profissional que na sua ausência responderá pelos aspectos técnicos e comportamentais do seu departamento ou da sua área de atuação.

3. Contrate profissionais que sejam melhores do que você. Não deixe que o medo de perder a posição ou a presunção balizem seu nível intelectual como o teto da equipe. Lembre-se que a medida que você vai crescendo hierarquicamente sua posição passa a exigir mais conhecimento em gestão de pessoas, processos e projetos do que conhecimento técnico. Essa defasagem precisa ser coberta com profissionais a serem trazidos para a equipe.

4. Pense na pluralidade da equipe, contratando profissionais com diferentes formações, experiências de vida e bagagens culturais. Isso vai criar um ambiente com diferentes maneiras de encarar as atividades do dia a dia, vai “abrir o leque” ampliando as discussões e, por fim, vai trazer novas perspectivas para o mesmo assunto.

5. Cuidado com o talento desagregador, ou seja, aquele profissional que é absurdamente talentoso, mas que não joga o jogo do time ou aquele profissional que “entrega”, mas deixa um rastro de sangue a ser limpo antes da próxima missão.

6. Pense com muito cuidado no momento certo de promover uma mudança na equipe, pois corremos o risco de colocar a peça certa para a engrenagem no momento errado do processo. Isso é um problema típico dos gramados ou das quadras esportivas que tem um paralelo forte no mundo corporativo. Repense em quantos casos você se lembra de um técnico que promoveu, na fase final do campeonato, a entrada de um jogador talentoso ou renomado e que ao invés de elevar o nível do time o que aconteceu foi uma queda de produção ? Será que isso não pode ser o restante do time dizendo: carregamos o piano até agora e ele chega apenas para a festa da vitória ?

Obviamente o formar uma equipe não se limita a esses pontos, mas quem sabe com eles os novos gestores já tenham o ponto de partida para suas reflexões e decisões.

Por Fabio Jorge Celeguim

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O sujeito invisível

Parece até contraditório, mas constatar que justamente uma pessoa que não pode enxergar tornou-se invisível em um cenário visível é no mínimo, MUITO triste.
Ao passar pelo outro lado da rua percebi que, mais do que uma visão, estava diante de uma realidade indescritivelmente cruel!
Uma pessoa com deficiência visual parada frente a um semáforo (sem opção de acessibilidade) no centro da cidade, num cruzamento de duas de suas maiores avenidas, mais ou menos às duas horas da tarde, em um sol de mais ou menos cinquenta graus celsius, esperava pela oportunidade de atravessar a rua. Ainda que EU (totalmente alheia á situação e impossibilitada de acessar o local) compreendesse a sua capacidade intuitiva e sensitiva de executar tal tarefa, o que me deixou estarrecida foram as atitudes das pessoas que passavam por lá.
Ao estender seu braço junto à sua bengala, dizendo algumas palavras (que eu não podia ouvir mas quem estava perto podia), a pessoa indicava que precisa de um auxílio mínimo para compreender se o sinal estava aberto e se poderia atravessá-lo. E esse era o único auxílio de que precisava. Mas, ao seu lado passaram uma, duas, três, quatro, cinco pessoas que simplesmente não a enxergavam, ou pior, fingiam que não enxergavam... Uma delas, após caminhar alguns metros, até olhou para trás, como se tivesse pena, como se não pudesse fazer nada, mas após alguns segundos continuou seu trajeto como se nada tivesse acontecido...
E a vida seguiu. E quem pode saber quantos minutos a mais essa pessoa ficou esperando por uma oportunidade para atravessar a rua. E quem sabe se alguém enxergou ou sentiu a sua presença. E quem sabe sobre a visão que essa pessoa tem sobre as outras que passaram e vão passar por ela...
Quem é realmente o sujeito invisível?
E eu reflito sobre as coisas que posso fazer pra mudar isso, e chego a conclusão que ainda precisamos evoluir muito para as verdadeiras "cegueiras" sejam curadas.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Adele - Set Fire To The Rain

A verdade é ácida!

Parafrasear o blogueiro Antonio Tabet no seu KibeLoco tornou-se praticamente indispensável para o assunto que pretendo hoje propagar! 
E já que a verdade é ácida e o kibe é cru, vamos direto ao assunto.
O que fazer/pensar quando se conhece uma história onde um representante direto do poder executivo de um determinado município, além de membro acíduo e atuante em uma igreja evangélica e cristã, ao receber uma ligação com questionamentos sobre um determinado concurso público (para um determinado cargo) responde abertamente que: "sim, a vaga estava mesmo predestinada a uma determinada pessoa, e pouco me importa se outras pessoas estudaram para isso ou não, o problema não é meu e além disso, vocês tem que entender gente, política é assim mesmo!".
E quando nesse mesmo referido município outra representante do poder executivo, desta vez, a ilustríssima primeira dama, também participante acídua da Igreja, chegando a ficar ajoelhada na oração eucarística até mais tempo que os demais (talvez porque suas preces são muito longas, ou seus pecados, muito graves???!!!), ao ser procurada por uma mãe humilde, que acabara de estudar sua filha em um curso de Ensino Superior, sobre a possibilidade de um estágio em algum setor do município, responde, com todo o cinismo que pode lhe haver: "mas o que você quer? peça para a sua filha procurar emprego em uma fábrica!". Oras bolas, por que? Para que estudar tanto não é?!
E quando ainda nesse contexto pitoresco (porque não dizer, bizarro), uma determinada "senhora" da sociedade, daquelas que roubam o marido das outras e destroem famílias (como é que chamamos esse tipo de mulheres mesmo?!) após quase 20 anos vivendo um relacionamento ilegal com seu querido "marido", resolve que quer legitimar sua relação com o amado, com a finalidade clara e objetiva de tomar da mulher e das filhas os bens materiais constituídos SEM a participação do referido marido (então claro que são por direito mais dela do que da mulher e das legítimas filhas, meu Deus, que coisa mais óbvia não é mesmo?).

E afinal de contas, por que estou tão embasbacada com essas situações? Se tudo é tão natural, com respostas tão simples... Política é assim mesmo, pobre não tem que fazer curso superior porque vai ser sempre empregado e tomar aquilo que é de fato e de direito de famílias constituídas legitimamente é a coisa mais normal do mundo!!!
Essas e outras verdades, por mais ácidas que podem parecer, tem feito parte das nossas vidas cada vez com maior intensidade. 
Para tudo se dá aquele "jeitinho brasileiro". Porque ser honesto, acordar todos os dias pra dar duro em três jornadas de trabalho e estudo, participar de concursos públicos imaginando que é a nossa capacidade intelectual que tem o poder de nos classificar, e constituir relações de fidelidade e respeito pelo outro, ah, isso é coisa do passado, pode até nem ser cristão!!!!!
Sacrilégios a parte, se você conhece algo ou alguém relacionado às situações ilustradas acima, não se preocupe! São pura ficção, qualquer semelhança com a triste realidade em que vivemos nada mais é do que, mera coincidência...

Porque eu tenho a imaginação fértil, muito fértil!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Que lindo...

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

(Fernando Pessoa)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Nem isso, nem aquilo!

Ainda que o mundo acabe ou que a Luiza volte para o Canadá, em 2012 tentarei vê-lo sob uma nova perspectiva!
Nada de reality shows que repetem mais do mesmo e que manipulam seu conteúdo para enfraquecer minha parca capacidade de compreender os seres humanos! Nada de notícias de entretenimento que sobreponham minha análise sobre questões importantes inerentes à sociedade e ao sistema em que estou inserida! Nada e nenhuma preocupação com o que vão pensar sobre as minhas atitudes, afinal, são MINHAS ora bolas, e devem ser no mínimo, respeitadas!
Quando passamos a vida tentando organizar nossas estratégias de ação pensando sempre no outro, os malefícios podem ser cada vez mais graves, profundos, e porque não dizer, eternos.
Assim, as marcas da vida da modesta criatura que vos fala, trazem uma perspectiva um tanto quanto inusitada: nem isso, nem aquilo!
Parece difícil de entender, mas é fácil! Em 2012 não vou ser, ouvir, falar, ou olhar isso, ou aquilo, desde que não seja ou saia das minhas próprias vontades e desejos. Além disso, sem expectativas, sem frustrações! Talvez observar o óbvio e descobrir o novo a partir do mesmo seja o caminho, ainda que não o melhor, o mais coerente.
"Quando ela era apenas uma garota tinha expectativas sobre o mundo.
Mas, isso foi além de seu alcance. A vida continuou, ficou mais pesada. Hoje cada lágrima é uma cachoeira. Na noite de tempestade ela voou para longe e sonhou com o paraíso. E ainda deitada debaixo do céu tempestuoso ela disse: Eu sei que o sol está pronto para nascer"
.
Entendem o que quero dizer? Se querem saber, nem eu. Só desejo um ano de menos crítica e mais compreensão. De menos zelo alheio e mais amor próprio. E isso não é querer muito, eu sei!