sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Eu só posso imaginar

Eu só posso imaginar o que meus olhos verão quando sua face estiver diante de mim...
Envolvida por sua glória, o que meu coração sentirá?

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Bem-Vindo à Holanda

Que tal nos permitir viajar a outros lugares, mesmo que desconhecidos ou não esperados, e transformar a nossa convivência com as pessoas com deficiência, um processo mais natural, de aprendizagem e descoberta?

 
 

Por EMILY PERL KNISLEY,1987

Freqüentemente, sou solicitada a descrever a experiência de dar a luz a uma criança com deficiência, uma tentativa de ajudar pessoas que não têm com quem compartilhar essa experiência única, a entendê-la e imaginar como vivenciá-la. Seria como...
Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias para à Itália! Você compra um monte de guias e faz planos maravilhosos! O Coliseu, o Davi de Michelângelo, Gôndolas em Veneza. Você pode até aprender algumas frases em italiano. É tudo muito excitante.
Após alguns meses de antecipação, finalmente, chega o grande dia! Você arruma suas malas e embarca. Algumas horas depois você aterrissa. O comissário de bordo chega e diz:
- Bem-vindo à Holanda!
- Holanda!?! Diz você, o que quer dizer com Holanda??? Eu escolhi a Itália! Eu deveria ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu sonhei em conhecer a Itália.
- Mas houve uma mudança de plano de vôo. Eles aterrissaram na Holanda e é lá que você deve ficar.
A coisa mais importante é que eles não te levaram para um lugar horrível, desagradável, cheio de pestes, fome e doença. É apenas um lugar diferente.
Logo, você deve sair e comprar novos guias. Deve aprender uma nova linguagem. E você irá encontrar todo um novo grupo de pessoas que nunca encontrou antes.
É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor, começar a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrants e Van Gogh.
Mas todos que você conhece estão ocupados vindo e indo para a Itália, estão sempre comentando do tempo maravilhoso que passaram lá. E por toda sua vida você dirá: - Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo o que havia planejado. E a dor que isso causa nunca irá embora. Porque a perda desse sonho é uma perda muito significativa. Porém, se você passar sua vida toda se remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais sobre a Holanda.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Written In The Stars


O contador de histórias diz...


Que a vida dá muitas voltas, mas isso já se sabe!
Diria ainda o contador de histórias, que a menina esperava por ele nas tardes vazias, sem receber em troca um único olhar...
A menina achava que amava, e esse amor fazia parte da sua história, dos seus dias. Aliás, esse amor, de certa forma, era capaz de movimentar a menina a idealizar sua própria história, da forma mais inocente que poderia... Mas por ser platônico, era um amor unilateral, fadado a acabar um dia. Como por si só bastava, um dia foi adormecido...
A menina cresceu, viveu, caiu, aprendeu. A menina virou mulher, e questionou se, diante de uma nova vida, poderia sentir o mesmo. Afinal, o que estava adormecido não estava esquecido!
A mulher já não espera, ela vive! E sabe que, qualquer que seja a história, desta vez, não é mais unilateral. Além disso, não há mais o que esperar, há que se viver! Não é mais o ideal, é o real. Aquilo que acontece agora, neste tempo, com todas as parcialidades existentes neste contexto.
É... A sua vida...
E o contador de histórias, tampouco a menina/mulher, sabem como essa história continua!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O PICURUTA: Tijolaço

Legal...

O PICURUTA: Tijolaço: A educadora Paula Bouzan , doutora em Políticas Educacionais pela Universidade de Harvard e pesquisadora da Fundação Lemann, deu nesta segun...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Coldplay - Mylo Xyloto/Hurts Like Heaven

No frigir dos ovos!

Autor: Guaraci Neves

Quando comecei, pensava que escrever sobre comida, seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos.
Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem ideias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo, é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal, não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote.
Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco…
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda..
Entenderam agora o que significa “no frigir dos ovos”?

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Naturalmente

Grande Lenine!!!

"Ter nada, nada para ter
Ter cada estrada para andar
Andar em cada para ser
Ter cada é nada para dar
Ser gargalhada para rir
Ser a palavra para dar
Ser serenata para ouvir
Se ser é nada para amar
Saber a calma para ir
Perder a pressa para estar
Perder o verbo para si
Saber o sonho para lá
Ouvir a rima para dor
Cantar a nota para o céu
Achar a forma para a flor
Naturalmente para Deus".

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A única exceção

Talvez eu saiba, em algum lugar no fundo da minha alma, que o amor nunca dura...
E que nós temos que arranjar outros meios de manter a cabeça erguida.
Eu sempre vivi assim, mantendo uma distância confortável. E até hoje eu jurava pra mim mesma que eu era feliz com a solidão, porque nada e ninguém nunca valeu o risco!
Ainda tenho um forte controle sobre a realidade, mas não posso deixar o que está aqui, diante de mim!
 
 

Simplicidade

Que me perdoem os célebres intelectuais viciados em suas obras acadêmicas e repulsores de linguagens midiáticas destinadas ao "povão", mas foi exatamente em uma novela de uma grande emissora de TV aberta que encontrei conceitos inspiradores para falar sobre simplicidade
A brilhante personagem Dulce, cujo nome não poderia ser diferente dada a sua doçura, conseguiu despertar em mim emoções profundas...
A personificação da simplicidade. 
De tudo o que é inocente e modesto, do que é simples. Dulce me faz lembrar a minha mãe. Uma mulher marcada pelas durezas do tempo e ao mesmo tempo inocente e doce, que ao longo de toda a sua vida tem se empenhado por fazer com que suas filhas tornem-se pessoas dignas, honestas e melhores. O jeito simples de falar, de se vestir. O olhar cândido, a firmeza ao defender princípios básicos de ética e moral, mesmo que não saiba conceituar e dar um nome a isso que defende (sim, o grifo é um cutucão aos acadêmicos que pensam que só por saber o conceito de ética podem dizer que a praticam). 
Essa mãe, Maria, tão parecida com a mãe Dulce, nada mais é do que uma entre tantas personagens que espalham a simplicidade por todo o mundo. São tantas mães, pais, avós... São tantas Marias, Terezas, Josés... São tantos históricos de vidas simples, porém complexas se considerados os seus valores humanos...
Pois é gente! Aquilo que nenhum dinheiro, ambição, poder ou beleza pode comprar. É simples como toda a generosidade,amor, humildade e naturalidade surge das pessoas mais despidas das vaidades desse mundo. E é simples como essas mesmas pessoas nos fazem enxergar que, por mais que busquemos as coisas que julgamos mais importantes e "ricas" desse mesmo mundo, para sermos felizes, não precisamos de muito! 
Só precisamos de alguém por perto, que nos ensine que a simplicidade é o único instrumento que pode nos aproximar mais de Deus, e pode nos ajudar a alcançar nossos sonhos...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

I will try to fix you...

Quando você faz o seu melhor, mas não tem sucesso.
Quando recebe o que quer, mas não o que precisa.
Quando se sente cansado, mas não consegue dormir.
Quando você perde algo que não pode substituir.
Quando você ama alguém, mas não é correspondido.
Quando você está apaixonado demais para desistir.
Mas, se você nunca tentar, nunca saberá exatamente qual é o seu valor!
Luzes vão te guiar para casa e incendiar seus ossos.
E eu vou tentar te consertar!

 
Lágrimas escorrem pelo seu rosto.
E eu te prometo que aprenderei com meus erros...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Stereo Heart



O meu coração é um som que toca por você, então ouça bem: ouça meus pensamentos.
Pensei que música boa era difícil de encontrar mas, agora você está me fazendo mudar de ideia!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A pergunta demolidora

Um homem estava sentado no avião, ao lado de uma menininha. O cara olhou a
criança e lhe disse:
- Vamos conversar? Tenho certeza que a viagem parecerá mais rápida.. O que
você acha?
A menina, que acabava de abrir um livro para ler, o fechou lentamente
e respondeu com voz suave:
- Sobre o que gostaria de conversar?
- Bom, não sei... - disse o homem. - Que tal física nuclear? - e mostrou um
grande sorriso.
- Bem,- disse a pequena - Esse parece ser um tema interessante. Mas
antes, gostaria de lhe fazer uma pergunta: o cavalo, a vaca e a ovelha
comem a mesma coisa: capim, não é mesmo? Porém, o excremento da ovelha é um
monte de pequenas bolinhas, o da vaca é uma pasta e o do cavalo é um monte
de pelotas secas. Por que  o senhor acha que isto acontece?
O cara, visivelmente surpreso com a inteligência da menina, pensou
durante uns momentos e respondeu:
- Hmmm, não faço a menor idéia...
E então, a menininha disse:
- Sinceramente, como o senhor se sente qualificado para discutir
física nuclear, se não entende de bosta nenhuma?

MORAL DA HISTÓRIA: depende, cada um pode ter a sua. Mas que essa é boa, ah, isso é!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

California King Bed

So how come when I reach out my fingers...
It seems like more than distance between us!
 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Advérbios...


Não é o bem, mas o melhor! 
Não é o longe, mas o perto! 
Não é o afinal, mas o agora! 
Não é o que, mas como! 
Não é o quando, mas o porque!
E os advérbios não precisam de verbos quando, por si só, determinam as circunstâncias...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Do humano...

daquilo que nos faz nascer, crescer e morrer. E nos faz enxergar o outro, e mais do que isso, amar o outro... Do amor... que nos torna fortes e ao mesmo tempo, nos torna fracos. Das fraquezas mais horríveis como o egoísmo e a tristeza, às forças mais positivas, como a caridade, o querer bem, a amizade,  a companhia. Do desapego... a todo o tipo de dependência e todas as coisas e pessoas que nos fazem mal. Do mal... que de tão mal faz mal e causa dor à própria pessoa que o sente. Do sentir... que nada mais é do que perceber o que se passa em si mesmo, e no outro. E como é bom sentir! 
Daquilo que nos torna felizes... Da felicidade que completa as nossas vidas todas as vezes que estamos com alguém que nos faz bem, mesmo que esse alguém seja um potinho de nutella (as vezes, quando se está sozinho, chocolate é a melhor e mais gostosa companhia *risos). Do pensar... que o mundo é infinitamente mais do que aquilo que nossos olhos conseguem enxergar. O mundo são as pessoas que precisam de amor, de carinho, de atenção, de cuidado, de dinheiro, de saúde... E o mundo, definitivamente, só poderá ser melhor quando a nossa condição humana nos permitir ser mais, e melhor! Pode fazer pouco, ou nenhum sentido, mas o humano só tem sentido de existir, pra praticar o bem, pra acrescentar. Caso contrário, pode ser algo perfeitamente dispensável...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Fallin' For You

I've been spending all my time just thinking 'bout you
I don't know what to do, I think I'm fallin' for you...
 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

As cidades e os olhos

É o humor de quem a olha que dá a forma à cidade de Zemrude. Quem passa assobiando, com o nariz empinado por causa do assobio, conhece-a de baixo para cima: parepeitos, cortinas ao vento, esguichos. Quem caminha com o queixo no peito, com as unhas fincadas nas palmas das mãos, cravará os olhos à altura do chão, dos córregos, das fossas, das redes de pesca, da papelada. Não se pode dizer que um aspecto da cidade seja mais verdadeiro do que o outro, porém ouve-se falar da Zemrude de cima sobretudo por parte de quem se recorda dela ao penetrar na Zemrude de baixo, percorrendo todos os dias as mesmas ruas e reencontrando de manhã o mau humor do dia anterior incrustado ao pé dos muros. Cedo ou tarde chega o dia em que abaixamos o olhar para os tubos dos beirais e não conseguimos mais distingui-los da calçada. O caso inverso não é impossível, mas não é mais raro: por isso, continuamos a andar pelas ruas de Zemrude com os olhos que agora escavam até as adegas, os alicerces, os poços.

CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. Trad. Diogo Mainardi. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

São sempre os diferentes olhares, os diferentes ângulos e os diferentes ambientes que dão forma àquilo que tentamos enxergar. E cada verdade é diferente, dependendo de onde está esse olhar...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Questão de Opinião...

Aprendendo a fazer ciência (ou não), tenho aprendido muito também sobre verdades em diferentes versões, as quais fazem parte de uma expressão chamada "questão de opinião". Por isso, cabe começar esse post dizendo que isso que vou falar aqui nada mais é do que, uma questão de opinião... 
Em um país em desenvolvimento como o nosso, onde os eixos de desenvolvimento são, necessariamente, educação, saúde e segurança pública, cabe colocar que a educação, ao longo de 8 anos, foi e está sendo submetida a significativas e sensíveis melhoras. Investimentos importantes, formação de professores, disponibilização de recursos, política inclusiva e construção de práticas, administradas por um ministro inteligente e articulado (talvez mal assessorado). A escola básica e as universidades crescem, e cresce também a preocupação com a qualidade de toda essa demanda... Pois bem, essa é uma outra etapa da história, ainda mais complexa. Mas, livre de exageros, o que observamos é uma sociedade um pouco mais esclarecida e escolarizada, fato inegável e irrevogável.
Com a possibilidade de candidatura do então ministro da educação à prefeitura de São Paulo, surge a preocupação com "quem vai ocupar seu lugar". A imprensa divulga um possível interesse do ilustríssimo Gabriel Chalita a esse cargo e não consigo deixar de lembrar da cena onde, em campanha, no ano passado, a então candidata à presidência da república Dilma Roussef assistia a uma missa no santuário de Aparecida e ao seu lado o queridíssimo Chalita, com uma velinha acesa como se dissesse "Senhor, dai-me esse cargo".  
Oremos: que esse mesmo Senhor nos livre desse mal, ilumine os PMDBistas e permita que isso não aconteça... 
Acho que tem pessoas bem melhores pra isso, não é? 
Pois é gente, como eu disse, é só uma questão de opinião...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Às vezes...

Li em um blog, desconheço a autoria (afinal, esse negócio de domínio público tem transformado a fala de um nas falas de todos) mas, concordo plenamente!!!!!

Às vezes é necessário excluir pessoas, apagar lembranças, jogar fora o que nos machuca, abandonar o que nos faz mal, se libertar de coisas que nos prendem, olhar para a frente e enxergar a imensidão do caminho!  
Espere o melhor, e aceite o que vier... 
Desistir? Jamais! 
E saiba valorizar quem te ama realmente, quem merece seu respeito e quem valoriza o seu trabalho... 

Quanto ao resto?
Bom, ninguém precisa de resto para ser feliz!

To Where You Are

Enquanto meu coração te abraça
Eu prezo tudo aquilo que você me deu, todos os dias

Porque você é meu amor eterno
E você está me olhando, lá do alto...
 
 
 
 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Navegar é preciso!

(Por Fernando Pessoa)

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
 
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
 
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
 
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
 
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
 
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
 
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa raça...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Clocks! Alicia Keys Cover Coldplay's


Brasil: um país de todos! (Metas do PNE)

Achei interessante a entrevista com o ministro Fernando Haddad disponibilizada no Portal do Ministro da Educação sobre o Plano Nacional de Educação (endereço: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=16992:evolucao-de-metas-podera-ser-acompanhada-pela-sociedade-diz-ministro&catid=222&Itemid=86) e suas metas para o decênio 2011-2020. Ele fez questão de enfatizar o "enxugamento" das metas e estratégias e eu faço questão de colocá-las aqui, no sentido de que possamos problematizar, cada um dos seus objetivos qualitativos e quantitativos. Vamos lá...

Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.
Meta 2: Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda população de 6 a 14 anos.
Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.
Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.
Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade.
Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.
Meta 7: Atingir médias nacionais acima de 3 para o IDEB.
Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.
Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.
Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores.
Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.
Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.
Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.
Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.
Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do produto interno bruto do país.

Em qual das metas a qualidade foi mencionada? Quais são as intenções incutidas em cada uma das metas onde constam os verbos universalizar, ampliar e elevar? 
Perguntas que serão respondidas ao longo de 10 anos, e que poderão demonstrar o efetivo valor do que gostaríamos que um dia venha a ser efetivamente, um país de todos!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Por que a gente chora?

Se tem uma característica pela qual as pessoas gostam de me "classificar", a expressão mais cotada com certeza é CHORONA. E já que neste exato momento me deu uma vontade imensa de chorar (e embora eu saiba exatamente o motivo não vou contar pra ninguém rs), resolvi descrever, praqueles que não choram, por que a gente chora!
A gente chora quando nasce. Aí começa essa expressão humana que, em algumas ou muitas pessoas, vai acontecer pro resto da vida! Daí a gente chora porque tem frio, porque se sente desprotegido, afinal, deixamos aquela bolsa quentinha para enfrentar esse "mundão de meu Deus".
A gente chora quando é pequeno, porque quer alguma coisa. Porque quer carinho, atenção, um doce, um abraço, ou simplesmente um olhar. E chora por birra mesmo, só por isso (e isso não é só quando a gente é pequeno!).
A gente chora quando sente que está crescendo. Chora porque tira uma nota ruim na escola, chora porque brigou com o melhor amigo, chora porque o professor é chato. A gente chora porque quer sair de casa sozinho, mas ainda é muito novo pra isso! Daí a gente foge e chora porque apanha de varinha (isso aconteceu comigo!!!).
A gente chora quando cresce. As primeiras conquistas, os primeiros amores, as primeiras descepções, as perdas, tudo isso faz chorar. A gente chora porque percebe que o mundo vai muito além do nosso umbigo, e há pessoas que precisam de afeto, carinho, comida, abrigo (ah, como isso faz chorar).
A gente chora quando está muito feliz por alguém (afinal, descobrir que o mundo vai muito além do nosso umbigo implica em amar mais o outro e perceber de fato a existência de Deus). Mas, ao mesmo tempo, a gente chora quando percebe que alguém não nos valoriza tanto quanto merecemos. E aí a gente chora por ciúmes, por raiva, por tristeza, por solidão (e percebe exatamente o que nos torna humanos, frágeis e falhos).
A gente chora (mulheres, essa é pra nós!) quando está de TPM. Aquela sensação de que a melhor coisa a se fazer é socar a cara de alguém, mesmo que esse alguém nem mereça (é, a gente fica irritadíssima!!!!). E quando a gente percebe que está errado, aí chora mais ainda. É tão ruim perceber que fez mal pra quem não merecia...
A gente chora quando vê uma criança, quando vê um velhinho, quando vê pessoas que, pelo simples fato de existir, fazem esse mundo ser mais bonito!
A gente chora por gratidão e por saber que nem sempre conseguiremos corresponder ao bem que alguém nos faz... A gente chora de saudade. De quem foi e não volta mais, de quem está longe mas logo volta, ou mesmo de quem está perto, mas está longe do coração...
A gente chora quando sente prazer, quando algo que nunca sentimos passa a ser tão gostoso quanto comer chocolate!!!
A gente chora porque se arrepende. Do que fez, e do que não fez. Do que falou, e do que não falou... 
A gente chora porque vive... E a vida não teria a menor graça se não fosse todo esse misto de emoções, dúvidas, medos, alegrias.
Não é por nada não, mas eu acho que você deveria chorar agora, só pra me acompanhar rs!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Viva la Vida

Esta música, nesta versão, tem uma das energias mais verdadeiras que já senti. Verdades ditas de forma sutil e poética. Chris Martin consegue retratar em Viva la Vida a vida de tantos. De Jesus Cristo a cada um dos mortais... E não poderia deixar de ser a minha vida, o meu retrato. Quando se tem (ou pelo menos se pensa que tem) o controle e esse controle sai (ou de fato nunca esteve) em suas mãos. A vida marcada por três perdas, por três tristezas... Te leva a pensar se existem palavras e pessoas honestas e até que ponto se pode acreditar em alguém. Fantoches em cordas solitárias...



Eu costumava dominar o mundo, os oceanos se abriam quando eu ordenava
Agora pela manhã durmo sozinho e varro as ruas que já foram minhas

Eu costumava jogar os dados e sentir o medo nos olhos dos meus inimigos
Em um minuto eu segurava a chave. No outro, as paredes estavam fechadas contra mim
E eu descobri que meus castelos se apoiavam sobre pilares de sal e de areia

Por algum motivo eu não posso explicar. Mas desde que você se foi, nunca mais houve uma palavra honesta.

Revolucionários esperam pela minha cabeça numa bandeja de prata
Apenas um fantoche numa corda solitária

Por algum motivo, eu não posso explicar. Mas eu sei que São Pedro não chamará o meu nome... NUNCA houve uma palavra honesta.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

...

Nesse outro mundo onde o tempo não dissolve
Nessa outra porção do espaço onde eu me sinto livre, aprisionada nos seus braços
Pra esse outro mundo que eu ainda não conheço
E não sei mais quem já fui antes

Tantos outros mundos
Tanto pra nós dois
Entre tantos mundos
Entre, e deixe o mundo pra depois...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

As cidades e o desejo

"A três dias de distância, caminhando em direção ao sul, encontra-se Anastácia, cidade banhada por canais concêntricos e sobrevoada por pipas. Eu deveria enumerar as mercadorias que aqui se compram a preços vantajosos: ágata ônix crisópraso e outras variedades de calcedônia; deveria louvar a carne do faisão dourado que aqui se cozinha na lenha seca da cerejeira e se salpica com muito orégano; falar das mulheres que vi tomar banho no tanque de um jardim e que às vezes convidam - diz-se - o viajante a despir-se com elas e persegui-las dentro da água. Mas com esses notícias não falaria da verdadeira essência da cidade: porque, enquanto a descrição de Anastácia desperta uma série de desejos que deverão ser reprimidos, quem se encontra uma manhã no centro de Anastácia será cincundado por desejos que se despertam simultaneamente. A cidade aparece como um todo no qual nenhum desejo é desperdiçado e do qual você faz parte, e, uma vez que aqui se goza tudo o que não se goza em outros lugares, não resta nada além de residir nesse desejo e se satisfazer. Anastácia, cidade enganosa, tem um poder, que às vezes se diz maligno e outras vezes benigno: se você trabalha oito horas por dia como minerador de ágatas ônix crisóprasos, a fadiga que dá forma aos seus desejos toma dos desejos a sua forma, e você acha  que está se divertindo em Anastácia quando não passa de seu escravo".

CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. Trad. Diogo Mainardi. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

Na ciência, ou na vida, nem sempre aquilo que parece ser de fato é... E as vezes nossos maiores desejos nada mais são do que, nossas maiores prisões...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Rubem Alves: Sobre ciência e sapiência

Sem palavras, brilhante...

Muitas pessoas não gostam do que escrevo. Dizem que o que eu faço não é ciência; é literatura. É verdade. Faz tempo que me mudei da caixa de ferramentas para a caixa dos brinquedos. O que me aborrece é que esses que não gostam do que escrevo pensam que somente a ciência tem dignidade acadêmica. Houve mesmo o caso de uma candidata ao mestrado que teve seu projeto recusado por me citar demais e por propor um assunto que não era científico. Psicóloga e pedagoga ela sabia por experiência própria do poder do olhar. Há tantos olhares diferentes! Há o olhar de desprezo, de admiração, de ternura, de ódio, de vergonha, de alegria... A mãe encosta o filhinho na parede e, a um metro de distância, lhe estende os braços e diz sorrindo: “Vem”. Encorajada pelo olhar a criança, que ainda não sabe andar, dá seus primeiros passos. Há olhares que dão coragem. E há olhares que destroem. Aquele olhar terrível da professora que olha para a criança de um certo jeito, sem nada dizer. Mas a criança entende o que o seu olhar está dizendo: “Como você é burra”... Há olhares que emburrecem.

O olhar é real. É real porque produz efeitos reais. O olho é também real. Sobre ele se pode ter conhecimento científico. Há uma ciência dos olhos. Há uma especialidade médica que se dedica a eles: a oftalmologia. Mas, por mais que procuremos nos tratados de oftalmologia referências ao olhar, não encontraremos nada. O olhar não é objeto de conhecimento científico. Nem tudo o que é real pode ser pescado com as redes metodológicas da ciência. Há objetos que escapam pelos buracos de suas malhas. Será possível fazer uma ciência dos olhares? Tratá-los estatisticamente? Não tem jeito. Aí a proposta de uma tese sobre o olhar foi rejeitada sob a justa alegação de que não era científica. E não era mesmo. Mas o fato é que os olhares são reais! O estudo dos olhos é tarefa da ciência. E por isso eu sou agradecido. Nesse momento estou usando óculos para escrever. Sem eles eu só veria borrões. Mas eu me dedico ao olhar, para que meus olhos sejam sábios. O olhar é uma musica que os olhos tocam. Coisa de poeta... São os poetas que falam sobre os olhares. ( Eu escrevi “ são os poetas que sabem sobre os olhares” – mas logo corrigi. Todo mundo sabe sobre os olhares. Todo mundo observa atentamente os olhares porque são eles, e não os globos oculares, que sinalizam a vida e especialmente o amor... Mas só os poetas sabem falar sobre eles). Escrevo para mudar olhares. Isso não é ciência. É arte. Há olhos perfeitos que são armas mortíferas. Jesus se referiu a esses olhos e sugeriu que deveriam ser arrancados. Os olhos, eles mesmos, são estúpidos. Eles não têm o poder para discriminar as coisas dignas de serem vistas das coisas não dignas de serem vistas. Para eles tanto faz ver um programa idiota de televisão quando uma tela de Vermeer. A capacidade de discriminar não pertence aos olhos. Pertence ao olhar. Mas isso exige uma luz interior.

Se os olhos não serviram como metáforas, falarei sobre pianos. Mais precisamente, sobre os pianos Steinway, os mais perfeitos, que estão nas grandes salas de concerto do mundo. Os pianos Steinway são produzidos de forma absolutamente rigorosa e científica. Tudo neles tem de ter a medida exata. Todos têm de ser absolutamente iguais, para que o pianista não estranhe. Mas um piano, em si mesmo, é estúpido. Falta-lhes o poder de discriminação. Os pianos obedecem tanto a um toque de macaco, de um louco ou do Nelson Freire. Os pianos não são fins em si mesmos. São ferramentas. São construídos para tornar possível a beleza da música. Mas a beleza não é um objeto de conhecimento científico. Ninguém pode ser convencido a gostar de Bach por meio de raciocínios científicos. Não me consta que nenhum dos especialistas em construção de pianos da fábrica Steinway jamais tenha dado um concerto. Ciência eles têm. Mas falta-lhes a arte. Para que o piano produza beleza há os pianistas. Mas os pianistas nada sabem sobre ciência da construção dos pianos. O que eles sabem é tocar piano, coisa que não é científica... Os fabricantes de piano moram na caixa de ferramentas. Os pianistas moram na caixa de brinquedos.

A diferença está entre “ciência” e “sapiência”. Os teólogos medievais diziam que a ciência era uma serva da teologia. Parodiando eu digo que a ciência é uma serva da sapiência. A ciência é fogo que aumenta o poder dos homens sobre o mundo. A sapiência usa o fogo da ciência para transformar o mundo em comida, objeto de deleite. Sábio é aquele que degusta. Mas se o cozinheiro só conhecer os saberes que moram na caixa de ferramentas é possível que o excesso de fogo queime a comida e, eventualmente, o próprio cozinheiro...

http://www.rubemalves.com.br/sobrecienciaesapiencia.htm

terça-feira, 26 de julho de 2011

Todas as crianças são bem-vindas à escola: Desafios



Partindo da premissa de que toda criança precisa da escola para aprender, a trajetória escolar deve garantir que toda criança, mesmo a que tem déficits temporários ou permanentes e em função dos quais apresenta dificuldade para aprender, de fato, aprenda!

Ainda que sejam enfrentados desafios como: ensino de baixa qualidade, terminalidade específica e subsistema de ensino especial, a necessidade de priorizar a qualidade do ensino regular deve ser assumida pelos educadores. Além disso, a educação básica é, sem dúvida alguma, um dos fatores do desenvolvimento econômico e social de qualquer país. Assim, embora seja uma tarefa possível de ser realizada, alcançar a qualidade do ensino regular nunca será possível enquanto os modelos tradicionais de organização do sistema escolar perdurarem.

Já podemos contar com uma Lei Educacional que propõe e viabiliza novas alternativas para melhoria do ensino nas escolas. Porém, estas ainda estão longe, na maioria dos casos, de se tornarem inclusivas, isto é, abertas a todos os alunos, indistinta e incondicionalmente. O que existe em geral são projetos de inclusão parcial, que não estão associados a mudanças de base nas escolas e que continuam a atender aos alunos com deficiência em espaços escolares semi ou totalmente segregados (classes especiais, salas de recurso, turmas de aceleração, escolas especiais, os serviços de itinerância).

Com isso, fica clara a necessidade de se redefinir e de se colocar em prática novas práticas pedagógicas, o que implica na atualização e desenvolvimento de conceitos teóricos e práticos condizentes com a demanda de alunos que a escola abarca.

Muda a escola e com isso, todas as crianças são nela bem-vindas!

Ref. Maria Teresa Eglér Mantoan (Pró-Inclusão)